Amã - Forças leais ao presidente da Síria, Bashar al Assad, atacaram ontem redutos rebeldes em vários pontos do país, num conflito que entra em seu segundo ano sem a perspectiva de uma solução negociada.
O enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, disse ter recebido uma resposta de Damasco acerca das propostas de paz que ele apresentou no fim de semana, e agora espera esclarecimentos.
A imprensa oficial síria acusou “terroristas armados” de matarem 15 civis, inclusive crianças pequenas, em um bairro de simpatizantes do governo na cidade de Homs (centro), principal foco do conflito nas últimas semanas.
Em Deraa (sul), berço da rebelião síria - que começou com protestos pacíficos por democracia, mas agora evoluiu para uma insurgência armada -, ativistas da oposição disseram que tropas do governo destruíram edifícios com canhões antiaéreos.
Houve relatos de bombardeios com tanque também na aldeia de Al Janoudieh, na região de Idlib (norte).
Os relatos vindos da Síria não podem ser confirmados de forma independente, por causa das restrições das autoridades ao trabalho de jornalistas e entidades de direitos humanos.
A ONU diz que as forças de Assad já mataram mais de 8.
pessoas em um ano. O Acnur (agência da ONU para refugiados) informou anteontem que cerca de 23
mil sírios fugiram das duas casas nesse período, dos quais cerca de 3
mil foram para o exterior.
A Anistia Internacional divulgou relatório dizendo que sírios detidos durante a rebelião foram submetidos a torturas disseminadas, numa forma de crime contra a humanidade.
Diplomatas alertam que a Síria, assolada por divisões sectárias, pode enfrentar uma guerra civil de estilo balcânico se não houver uma solução política.