08 de julho de 2026
Internacional

Acusado de mortes deixa Afeganistão

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington  - O Pentágono confirmou ontem que já saiu do Afeganistão o soldado americano acusado de ser o responsável pela morte de 16 civis na província de Candahar, no sul do país, no último domingo.

 

De acordo com oficiais consultados pelas agências Reuters e Associated Press, o comandante das forças militares americanas no Afeganistão, general John Allen, tomou a decisão baseada em uma recomendação legal. O soldado foi levado para um destino não informado.

 

Os procedimentos legais contra o militar continuarão fora do Afeganistão, onde o suspeito permanecerá em uma “instalação de confinamento pré-julgamento”, similar a uma casa de custódia para presos civis.

 

Ontem, em visita ao país, o secretário de Defesa Leon Panetta afirmou a líderes afegãos que os Estados Unidos nunca devem perder sua missão na guerra, apesar do incidente com o soldado e da explosão de um carro-bomba na pista em que o avião da comitiva americana aterrissava.

 

“Não vamos permitir que incidentes individuais minem nossos objetivos para essa missão. Vamos ser testados, desafiados por nosso inimigo e por nós mesmos, até pelo inferno da guerra mesmo, mas nada disso vai nos deter na missão que devemos alcançar”, disse Panetta em pronunciamento a soldados americanos. 

 

 

 

Sem mudanças

 

O presidente Barack Obama assegurou ontem que não haverá mudanças repentinas no plano dos Estados Unidos para a retirada das tropas do Afeganistão, apesar de uma série de incidentes violentos que tornaram tensas as relações entre os dois países nas últimas semanas.

 

Ele confirmou que as forças da Otan (a aliança militar ocidental) no Afeganistão terão um papel de apoio em 2

13. 

 

“Não antecipo nesta etapa que vamos fazermos mudanças repentinas adicionais no plano que temos atualmente. Já tiramos 1

mil de nossos soldados efetivos. Temos programados retirar até um adicional de 23 mil neste verão”, afirmou.

 

 

 

Reino Unido

 

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, se encontrou com Obama ontem em Washington e disse que a Grã-Bretanha não abandonará as operações no Afeganistão. 

 

“A Grã-Bretanha combate junto aos Estados Unidos desde o começo (do conflito, em 2

1). Temos ainda 9.5

soldados no terreno”, afirmou Cameron. “Vamos terminar esta missão e vamos fazer de forma responsável”, acrescentou.Visita de panetta

 

 

 

Penetta é alvo de atentado

 

A base aérea de Camp Bastion, no sul do Afeganistão, foi alvo de uma tentativa de ataque ontem no momento em que um avião transportando o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, pousava no local.

 

A ação, que não deixou feridos além do agressor, é tida como mais um sinal da tensão que reina no país depois que um soldado americano na Província de Candahar (sul) matou no último domingo 16 civis afegãos, entre os quais nove crianças. A hostilidade aos EUA pode se acirrar ainda mais depois que Washington anunciou ontem que o autor dos disparos,  foi levado para fora do Afeganistão.