Bariri – Após investigações, a Polícia Civil de Bariri (56 quilômetros de Bauru) descobriu que Adriano Pedroso, 21 anos, encontrado na tarde do último dia 1
, boiando no rio Tietê, foi assassinado. O depoimento de duas testemunhas foi fundamental para esclarecer o crime e chegar até os prováveis autores – quatro homens (a identidade deles não foi revelada) – que tiveram a prisão temporária solicitada à Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, Pedroso foi visto pela última vez na madrugada do último dia 7. No dia 8, familiares do jovem registraram boletim de ocorrência (BO) na delegacia de Bariri comunicando o seu desaparecimento. No dia 1
, por volta das 18h, pescadores avistaram um corpo em adiantado estado de decomposição nas proximidades da Fazenda Paraíso. O resgate foi feito pelo Corpo de Bombeiros de Jaú, por volta das 22h.
Após a constatação, por parte de familiares, de que o corpo era de Pedroso, ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jaú para realização de exame necroscópico. Apesar da suspeita inicial de que o jovem tivesse morrido em decorrência de afogamento, o exame apontou a existência de graves lesões na cabeça dele, provocadas por objeto contundente.
A polícia deu início às investigações e, com base no depoimento de duas testemunhas, descobriu que na madrugada do seu desaparecimento, Pedroso entrou em um veículo ocupado por quatro homens, na rua Mario Simonetti, no Núcleo Habitacional IV, próximo a sua residência. Ele teria sido levado até um local conhecido como “Canal do Tietê, onde foi assassinado a pauladas e, em seguida, jogado no rio.
O homicídio, segundo a polícia, ao que tudo indica, seria motivado por dívidas que a vítima possuía com traficantes de Bariri. A família do jovem, inclusive, confirmou na delegacia que ele era dependente químico. Com base nas provas e nos relatos das testemunhas, a Polícia Civil representou na Justiça pela prisão temporária, por trinta dias, dos quatro suspeitos do crime.
Até ontem à tarde, o Judiciário não havia se manifestado sobre o pedido.