A história de Antônio Otílio Ramos, 53 anos, como artesão começou quando ele ainda era uma criança. O pai dele fazia carroças de madeira e ele vivia em meio a ferramentas utilizadas no trabalho. Formão, espátulas, martelos, chaves de fendas eram os brinquedos dele. Nessa fase, ele recebeu o apelido de Índio, pelo qual é conhecido até hoje.
O artesão conserta violões, violas, reforma e restaura móveis antigos e, de quebra, faz peças únicas, confeccionadas conforme solicitação de cada cliente.
“Trabalho muito com madeira reciclada. Faço bancos a partir de cortes de árvores. Atualmente, estou construindo duas portas para uma adega. O cliente pediu que eu entalhasse umas folhas de uva e depois que desenhei, estou fazendo o entalhe.”
Bijuterias
Ainda com madeira, osso e coco ele faz peças de artesanato voltadas para a confecção de bijuterias. “Faço pulseiras, brincos e pingentes. Vou criando e vendendo. Me inspiro na moda. Uso muita lixa, formão e pouco prego e martelo.”
Índio confessa que adquiriu gosto pelo artesanato na infância. “Meu pai era ferroviário aposentado e fazia carroças e charretes. Ainda criança, começo da adolescência, comecei ajudá-lo e gostei. Vivo disso.”
Sua especialidade é o entalhe em madeira, para a qual não dispensa um bom pedaço de imbuia ou canela. “O segredo do bom entalhe é a madeira. Compro o pedaço que preciso. Já fiz muitos rostos de cavalo e muitas imagens de Nossa Senhora Aparecida. São duas peças muito vendidas.”
Inspiração na hora, a pessoa dá uma dica daquilo que ela quer, tem gente que quer coisas gregas, egípcias, campo. Ferramentas: formão serrote, martelo. “Faço troféus para festa de peão. Atendo clientes de toda a região.”
Serviço:
Mais informações sobre a arte de Índio pelo telefone (14) 8135-8130.