08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Nero Guedes


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Assim estavam escritos em todos os seus registros. Nero chegou em nossa família aos 2 meses de idade. Um fila brasileiro, lindo de porte e de raça. O criamos com todo o amor e assistido pelo doutor Roberto Rays Filho, seu médico veterinário, pois embora enorme, tinha a saúde frágil. Foi assim por 12 anos. Ele sorriu quando o viu na primeira vez e chorou em seu último suspiro.

Nero amava sua família e dela recebeu a reciprocidade. Dizem que os animais são irracionais, mas tenho minhas dúvidas. Certa vez, meu marido teve o primeiro AVC, tendo ficado caído, sem que ninguém o ouvisse chamar. Nero, então, se chegou perto dele e se enconstou, dando a ele o apoio, e não se moveu até que seu dono estivesse em pé e em segurança. Todas as palavras do mundo seriam poucas para dizer tudo sobre ele.

Estranhos não colocavam a mão sobre ele, mas bebês a gente poderia deixar com ele sossegadamente. Escrevo esse artigo a você que talvez nunca experimentou esse tipo de amizade. Seja cão ou gato, qualquer outro animal. Permita-se dar e receber amor. Um gato encostado em seu peito é um remédio que não tem contra indicações. Procure sempre mantê-lo sadio. Não pense nas possíveis doenças que ele possa ter. Com certeza, terá algumas. Ele precisará ser tratado, vacinado e educado. Agradeço a todos que, como nós, amaram o Nero. Família, vizinhos, aos que pararam em nosso portão para admirá-lo e em especial a Lázara, que muito o amou. Se você não gosta de animais, nunca leve um para a sua casa. Procure outro tipo de ajuda para o seu coração.

Profa. Maria Cecília F. Guedes