08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O psicopata e o 190


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Nesta quinta-feira, por volta das 9h, estou indo à pé para o Centro da cidade pela rua Antonio Alves desde o seu início. Quando, chegando na esquina com a rua Inconfidência, eis que me deparo com uma briga de trânsito. Um motorista totalmente transtornado, ofendendo um outro motorista alegando que levou fechada.

Não demorou muito, o motorista metido a briguento começou a agredir o outro motorista e o seu carro-baú dando-lhe chutes e pontapés, como se fosse uma bola de capotão. Imediatamente, liguei para o 190. Chama...chama... chama... chama... chama e depois de 4 minutos sou atendido e já vou logo dizendo: "Mande, pelo amor de Deus, mande uma viatura para atender uma ocorrência neste endereço, que uma desgraça está para acontecer". Eram 9h11. Às 9h28 voltei a ligar no 190: "Escuta, minha filha, a senhora não vai mandar uma viatura no endereço que lhe falei?". "Onde é mesmo?", pergunta a policial para mim. Com muita paciência, lhe informei novamente o endereço: rua Antonio Alves com rua Inconfidência.

Às 9h45 chegou a viatura da PM. O carro- baú do outro motorista já estava com os vidros totalmente destruídos e a lataria, amassada. O motorista psicopata, com a maior cara-de-pau, diante dos policiais contou a sua versão, que era o direito do outro contra o contraditório dele. Já passavam das 11h20 quando de lá saí junto com um amigo, nos prontificando a testemunhar em favor do segundo motorista, vítima, no caso, entregando-lhe nossos cartões de visita e lhe dizendo: "Conte conosco, cara". Sinceramente, este psicopata deveria ser algemado e preso, pois ele abalroou o carro do outro lhe impedindo a passagem, ficando a 45 graus no meio da rua, quebrando-lhe o carro. Neste caso, o Estado deixou de faturar a famosa "fiança" por despreparo dos seus policiais. Sorte do psicopata, infelizmente.

Aldo Wellichan