08 de julho de 2026
Internacional

Brasileiras são sequestradas no Egito

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Cairo - Duas adolescentes brasileiras foram sequestradas ontem na península do Sinai, no Egito, por um bando de beduínos armados. Segundo a agência Efe, depois de horas em poder dos beduínos, elas foram soltas.

Segundo a embaixada do Brasil no Cairo - que as identificou como Sarah Lima e Zélia Magalhães de Melo -, elas estavam num grupo de cerca 45 turistas brasileiros que seguia para o mosteiro de Santa Catarina, situado no sopé do monte Sinai.

O ônibus em que estavam foi parado pelos beduínos e quatro pessoas foram levadas: o guia e um segurança, ambos egípcios, e as duas brasileiras.

O embaixador do Brasil no Egito, Marco Antonio Brandão, disse que a polícia chegou rapidamente ao local, mas o bando já havia fugido com os reféns.

As meninas seriam menores de idade. Uma delas é filha de um pastor que estava no grupo. Os demais brasileiros foram levados para um hotel próximo do mosteiro e estão em segurança, sob a guarda da polícia egípcia.

Desde o momento do sequestro, a embaixada brasileira manteve contato com o pastor e com a polícia, que negocia com os beduínos.

Casos de sequestros têm sido frequentes no Sinai, onde a segurança afrouxou depois da queda do ditador Hosni Mubarak, há um ano.

Em janeiro, 25 operários de construção chineses foram capturados, sendo libertados 15 horas depois.

Dias depois, duas americanas foram levadas de um grupo de turistas e foram soltas horas depois. Nos dois casos, ninguém foi ferido.

Em fevereiro, beduínos sequestraram três turistas sul-coreanos na região. Em geral, eles pedem a libertação de parentes e amigos presos.

O Portal Consular do Itamaraty diz que “a situação política” no Egito não permite a retomada normal do turismo no país, mas não faz alerta sobre o Sinai.

O alerta foi enviado ao Ministério do Turismo para que fosse repassado às agências de turismo”, informou ontem o Itamaraty. O ministério disse que esse tipo de alerta não é feito por nota pública, embora já o tenha feito com outros países, inclusive o Egito, durante a revolução de 2011.

No último ano, o Sinai virou um grande problema de segurança para a junta militar que governa o Egito. Explosões no gasoduto que serve Israel e Jordânia tornaram-se rotina, numa área vasta e mal policiada.

Os beduínos há muito se queixam de discriminação, e a queda de Mubarak criou um vácuo de poder que eles usaram para aumentar a pressão sobre o governo.