09 de julho de 2026
Regional

MP vai investigar pagamento de show em Presidente Alves

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Presidente Alves – O Ministério Público (MP) em Pirajuí vai instaurar inquérito civil para apurar suposto superfaturamento na contratação de banda para realização do show de encerramento da 6ª Festa do Peão de Presidente Alves (56 quilômetros de Bauru), realizada em janeiro deste ano. De acordo com o autor da denúncia, o vereador e presidente da Câmara Waldir Luiz Lamberti (PTB), o Bady, a prefeitura teria pago R$ 5

mil por uma apresentação que custaria cerca de R$ 25 mil.

 

Na representação encaminhada à Promotoria de Justiça e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), o parlamentar alega que o contrato com o Grupo Tradição, assinado no dia 16 de janeiro, após dispensa de licitação, previa realização de show com duração de 1h3

no dia 22 do mesmo mês, pelo valor de R$ 5

mil.

 

O vereador explica que, inconformado com o valor pago pela apresentação, entrou em contato por telefone com o produtor artístico da banda, Eduardo Menezes de Queiróz, solicitando orçamento para um show com a mesma duração, também em um domingo, nos meses de fevereiro, março ou abril deste ano.

 

Segundo Bady, após conversa por telefone, o produtor enviou a ele por e-mail orçamento com um preço bem abaixo, entre R$ 25 mil e 3

mil. Apontando suposto “superfaturamento” na contratação, ele pede para que o MP apure eventual crime cometido pela prefeita Sandra Regina Sclauzer de Andrade (PT) e membros da Comissão de Rodeio.

 

O promotor de Justiça Rodrigo de Moraes Garcia disse ontem que já recebeu a representação e que irá instaurar inquérito civil para apurar supostas irregularidades no contrato assinado com a banda. 

 

A assessoria de imprensa da prefeitura declarou que o município assinou contrato para realização do show diretamente com um representante do grupo, sem nenhum intermediário, e que ele cobrou o preço de R$ 5

mil.

 

A assessoria de imprensa do Grupo Tradição também foi procurada pela reportagem mas, até o fechamento desta edição, a assessora de comunicação, que identificou-se como Tatiana, não havia dado retorno.