10 de julho de 2026
Regional

Rio Lençóis tem potencial turístico e ações ambientais garantem preservação


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Lençóis Paulista – No dia Mundial da Água, o rio Lençóis, que nasce na cidade de Agudos, e corta outros seis municípios, incluindo Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), comemora seu potencial turístico regional e os inúmeros projetos de conservação, que fazem com que a mata ciliar nas suas margens seja recuperada, garantindo a preservação do rio.

 

Considerado um dos mais importantes rios da região centro-oeste paulista, o rio Lençóis pertencente à bacia hidrográfica dos rios Tietê-Jacaré Pepira, que corta ou serve como limite territorial para as cidades de Agudos, Borebi, Lençóis Paulista, Macatuba, Areiópolis, Igaraçu do Tietê e São Manuel.

 

O seu sistema hidrográfico é formado por cinquenta e dois afluentes e a foz dele está localizada entre Macatuba e Igaraçu do Tietê, totalizando 8

quilômetros de extensão. Segundo o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Lençóis, o rio abastece cerca de 6

% de uma população estimada em 69 mil habitantes.

 

Além da questão do abastecimento, o rio Lençóis destaca-se pelo seu potencial turístico. Sidney Aguiar, analista de Meio Ambiente e graduado em Gestão Ambiental, lembra que, pelas suas nascentes, na Chácara Primavera, passaram caravanas de bandeirantes. Hoje, o local é ponto de visitação de estudantes da toda a região.

 

Outro trecho citado por Aguiar como ponto de referência turística regional é a Usina Hidrelétrica Lençóis, localizada em Macatuba. Uma das primeiras usinas do Brasil, ela entrou em operação em 1917, demorou aproximadamente 1

anos para ser construída na encosta de um desfiladeiro e foi restaurada em 1986. Segundo o analista, a Usina Hidrelétrica Lençóis recebe hoje para visitação pessoas de toda a região.

 

Outro ponto relacionado ao rio que merece ser comemorado, na opinião de Aguiar, são os diversos projetos de conservação que têm o manancial como foco. “Ao longo de várias décadas, o rio Lençóis sofreu com o desmatamento indiscriminado das suas áreas de preservação permanente e, principalmente, com ocupação irregular do seu perímetro urbano na cidade de Lençóis Paulista”, revela. 

 

“As nascentes localizadas no município de Agudos estavam bastante deterioradas pela falta de manutenção da mata ciliar, que praticamente não existia; o esgoto era outro ponto crítico que fazia com que o rio não tivesse vida”. 

 

Hoje, de acordo com ele, iniciativas como programas permanentes de recuperação de APPs, sob responsabilidade do setor privado, possibilitaram aumento de 6% na cobertura nativa na maior parte da área de influência da bacia do rio Lençóis. “Já o terceiro setor foi responsável pela recuperação das nascentes do rio Lençóis, implantando em 2

7, na Chácara Primavera, no município de Agudos, o Projeto ‘Nascente Viva’”, conta. O analista destaca ainda que as ações governamentais, como a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Lençóis, que deve tratar cem por cento do esgoto gerado pela cidade e pelo distrito de Alfredo Guedes, são fundamentais. A partir dos próximos anos, o rio Lençóis deve ser considerado um dos rios mais conservados do Estado de São Paulo.