10 de julho de 2026
Geral

Estudantes vão até rio para conhecer de perto as ?necessidades da natureza?

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Um trabalho de conscientização para o futuro. Esse é o objetivo da direção e alguns professores da escola Guedes de Azevedo de Bauru, que, há 17 anos, realiza trabalhos de medição da qualidade da água dos rios Bauru e Batalha. 

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, cerca de 4

alunos com idades de 1

e 11 anos, que cursam o 6º ano do ensino fundamental, fizeram um ‘tour’ na manhã de ontem, pelo Rio Bauru, na avenida Nuno de Assis, Rio Batalha, na ponte do Cedro (rodovia Bauru-Marília) e na nascente do Rio Bauru. 

 

Em cada um destes pontos foram analisados índices de amônia, PH, e oxigênio, essenciais para garantir a qualidade e sobrevivência de vida nos rios. “Esse é um trabalho muito importante porque as crianças não têm ideia do que é população. Indo nestes locais, vendo a cor da água, cheiro, eles podem ter uma consciência maior de como é difícil que a água deixe de ser contaminada e chegue até as residências”, destacou Roberto Pallotta, diretor da escola.

 

A pequena Carolina Missão Santos, 1

anos, disse que até já nadou em rios, mas não em Bauru, e opinou achar ruim não poder ter o lazer na cidade. “Eu acho isso muito ruim. Essa nossa visita aqui é importante para saber que o mundo está ficando poluído e precisamos fazer algo”.

 

No rio Bauru a primeira medição feita às 7h3

da manhã apontou 6,5 partes por milhão (ppm) de amônia, PH 8 e 1 ppm de oxigênio dissolvido. No Rio Batalha, foram encontrados

,5 ppm de amônia, PH 7 e 8 ppm de oxigênio. Já na nascente do Rio Bauru, havia

,5 ppm de amônia, PH 6 e 7 ppm de oxigênio.

 

“O normal de amônia é

,5 ppm por litro de água, o PH deve ser 8 e o oxigênio entre 4 e 5 ppm. Isso significa que a vida é pobre no Rio Bauru e sem condições de vida longa. A amônia indica matéria orgânica, urina e fezes, que chegam dos esgotos despejados no local”, explicou.