Não obstante toda evolução, por que para a nossa sociedade batemos de frente com uma das maiores preocupações, ou seja, a escalada desenfreada da violência? Mas com qual violência precisamente nos preocupamos?!
A violência das armas, das drogas, a violência familiar ou a social?! A exclusão do ser humano dividido pela linha da pobreza, num verdadeiro aparthaid! Até onde vai e somos responsáveis por essa divisão social, separados por muros altíssimos, cercas elétricas, guarda armada!... Numa sociedade capitalista, onde o consumismo é o eixo propulsor e vital, fica difícil separarmos o desejo de consumo do poder de consumo.
Quando batemos de frente com os bolsões da miséria, a instituição familiar, desagregada, em flagelo, pelo uso do álcool e drogas, onde o controle da natalidade, da vida, nada diz e nem condiz, com o número de filhos, diante do poder aquisitivo!
Filhos e filhas que, no florir da vida, tornam-se presas fáceis para o apadrinhamento do lado negro da vida, diante da promessa fácil, dos bens de consumo e desejo! Se não pensarmos e repensarmos no distanciamento do poder público, com ações sociais efetivas, sem demagogia e finalidades eleitoreiras, bateremos de frente com esse crescimento da violência, das drogas, da prostituição infanto- juvenil, das armas e continuaremos a lamentar a perca de vidas, pelas armas da violência!!!
Ações meramente eleitoreiras às vésperas de eleições, promessas ou planos mentirosos, o povo já não suporta mais! Precisamos de luz e caminhos de resgate, onde possamos conviver harmoniosamente, sem mortes por balas perdidas ou de inanição! Estendermos as mãos...
Rui Miguel Tripoli