11 de julho de 2026
Internacional

Grupo vinculado à Al-Qaeda reivindica mortes em Toulouse


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Paris - Um grupo vinculado à rede Al-Qaeda reivindicou a matança na cidade francesa de Toulouse, em um comunicado divulgado ontem na Internet, no qual convocou a França a revisar sua política hostil em relação aos muçulmanos. 

O texto, assinado pela organização “Jund al-Khilafah” (os soldados do Califado), que no passado reivindicou ataques no Afeganistão e no Cazaquistão, publicou a mensagem no site Shamikh, que divulga geralmente comunicados da Al-Qaeda.

 

Segundo o comunicado, a matança de Toulouse (França) foi praticada por “Yusef o francês”, classificado como “um dos cavaleiros do Islã”. “Essa operação bendita sacudiu os pilares dos sionistas cruzados no mundo inteiro (...) e nós a reivindicamos”, afirma o grupo no texto. 

 

O grupo exigiu que o governo francês “revise sua política em relação aos muçulmanos no mundo” e “abandone suas tendências hostis ao Islã (...)”, ao considerar que esta política só vai gerar “desgraça e destruição”.

 

 

 

Tiro na cabeça

 

Autoridades francesas relataram ontem que Mohammed Merah, assassino confesso de sete pessoas na região de Toulouse, morreu ontem com uma bala na cabeça durante uma operação policial que pôs fim a um cerco de 3

horas.

 

Em uma entrevista a jornalistas, o promotor de Paris François Molins insistiu que os agentes da Raid (unidade de elite da polícia) fizeram todos os esforços para capturar Merah vivo, mas que atuaram “em legítima defesa”, quando o suspeito dos crimes saltou pela janela do apartamento atirando contra os policiais.

 

Merah é o principal suspeito pela morte de três militares em Montauban, próximo a Toulouse, na semana passada, e nesta segunda-feira, pelo assassinato de quatro pessoas numa escola judaica, sendo quatro delas crianças entre quatro e sete anos.

 

Nascido em 1

de outubro de 1988 em Toulouse, ele é francês de origem argelina e possui antecedentes criminais. O suposto atirador esteve no Paquistão e no Afeganistão e se declara jihadista da Al Qaeda. Durante o cerco, Merah prometeu por várias vezes se render, o que nunca aconteceu, enquanto a Raid fez tentativas de invadir o apartamento. Hoje pela manhã - por volta das 11h (7h em Brasília), policiais conseguir entrar no local, quando foram ouvidos diversos disparos do lado de fora do prédio.

 

A operação culminou com a morte de Merah, que havia declarado, segundo afirmação feita ontem pelo ministro do Interior do país, Claude Guéant, desejar morrer “de armas na mão”.