Rio de Janeiro - O corpo de Chico Anysio foi velado durante todo o dia de ontem no Theatro Municipal, no centro do Rio. Pela manhã e no início da tarde, a cerimônia foi restrita aos amigos e familiares. A abertura ao público, que seria às 12h, foi adiada para que houvesse tempo de Zélia Cardoso de Mello e seus dois filhos com o humorista chegassem para a homenagem - eles moram em Nova York.
Às 13h, as portas ainda não haviam sido abertas para o público. Cerca de cem fãs aguardavam diante do teatro.
O corpo será cremado hoje no Memorial do Carmo, no Caju, zona norte da cidade.
Chico morreu anteontem aos 8
anos após 112 dias internado no Hospital Samaritano, no Rio. Boletim médico informou que ele não resistiu a uma parada cardiorespiratória e que a morte ocorreu por conta de falência múltipla dos órgãos decorrente de choque séptico causado por infecção pulmonar.
O sobrinho Marcos Palmeira acompanhado do pai, o cineasta e irmão de Chico, Zelito Viana, e amigos como Marília Pêra, Boninho, Glória Pires e Nathalia Timberg passaram pelo velório.
“Ele é um grande amigo, extremamente generoso. Tenho três quadros pintados por ele. Ele e o Paulo Autran foram dois gênios. Acho impressionante a capacidade que ele tinha de fazer várias coisas e bem feitas. Ele escrevia, atuava, compunha”, afirmou Marília Pêra, antes de entrar no Theatro Municipal.
“A obra dele fala por si, tudo o que ele viveu fala mais do que qualquer coisa”, disse Gloria Pires.
O diretor José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, disse que o humorista será “insubstituível”. “A história dele vai ficar para sempre. Eu sempre preferi o Chico quando ele estava de cara limpa e fazia a gente rir. Nada mais fantástico”, afirmou.