NovaYork - Ao que parece, James Cameron desenvolveu um gosto especial pelo fundo do mar após fazer filmes como “O Segredo do Abismo” e “Titanic”.
Mas, desta vez, ele foi mais longe: o cineasta americano concluiu ontem um mergulho no ponto mais profundo da Terra, a fossa das Marianas, no Pacífico.
O objetivo foi gravar imagens - ainda não divulgadas - para futuros filmes e documentários, incluindo uma continuação do seu blockbuster “Avatar” (2
9). “Mal posso esperar para dividir com vocês o que estou vendo”, tuitou Cameron a bordo do submersível quando atingiu o solo marinho.
Ainda não há detalhes sobre o que ele viu. Mas o cineasta adiantou na entrevista coletiva concedida ontem que conseguiu enxergar algumas espécies e muita areia, “como um deserto”. “Parecia outro planeta”, disse. A depressão da fossa das Marianas fica a 11 quilômetros de profundidade, a leste das Filipinas.
O lugar é tão remoto - e custa tanto para ser explorado - que ninguém arriscou investigar a área desde 196
, quando dois tripulantes do submersível Trieste, da Marinha americana, passaram 2
minutos lá no fundo. Só que eles não conseguiram ver muita coisa, porque a areia fina levantada na descida deixou a água turva. “Chegar lá é fácil. O difícil é ir e voltar. Até hoje só três pessoas fizeram isso, e as duas últimas o fizeram há 52 anos”, disse a oceanógrafa Sylvia Earle.