11 de julho de 2026
Internacional

Em Cuba, Bento XVI ora por presos antes de ser recebido por Raúl Castro

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Havana - Em seu segundo dia de visita a Cuba, o papa Bento XVI voltou a pedir pelos prisioneiros da ilha, enquanto opositores continuavam acusando o governo comunista de restringir telefones e de promover detenções arbitrárias.

 

“Supliquei à Virgem Santíssima pelas necessidades dos que sofrem, dos que estão privados de liberdade, separados de seus entes queridos ou que passam por graves momentos de dificuldade”, disse o papa.

 

O pontífice fez as declarações após visitar em Cobre, a cerca de 9

km de Havana, a imagem da Virgem da Caridade, padroeira de Cuba. 

 

Ao desembarcar anteontem em Santiago de Cuba, o papa havia dito que endossava as “aspirações justas e legítimas” de presos e suas famílias, entre outras categorias, como jovens e anciãos.

 

Nas duas ocasiões, Bento XVI não se referiu a prisioneiros políticos, mas os chamados à “abertura e à renovação” em Cuba agradaram aos dissidentes.

 

“Ele nos levou em conta, não disse a palavra como tal, mas se dirigiu a nós. Também falou de mudanças, de união”, interpretou a ativista Yvonne Malleza, 35, do grupo Damas de Branco.

 

Já o governo comentou as declarações do papa numa inusual entrevista coletiva com a imprensa estrangeira.

 

O vice-presidente Marino Murillo, o chamado “czar das reformas” e um dos nomes em ascensão sob Raúl, disse que a ilha está aberta e aceitará ajuda para renovar-se no campo econômico, mas foi taxativo: “Não haverá mudanças políticas em Cuba”.

 

A ativista Malleza falou com a reportagem ontem por telefone fixo e, como outros dissidentes, acusou o governo de bloquear seu celular.