11 de julho de 2026
Rural

Preço faz consumidor trocar carne bovina por frango e suínos


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Os altos preços da carne bovina em 2011 fizeram o consumidor substituir o produto por outros tipos de proteínas, como frangos, suínos e ovos. Enquanto o abate de bovinos caiu 1,6% em relação a 2010, o abate de frangos subiu 5,6%, e o de suínos teve expansão de 7,2%, de acordo com a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"No ano passado, o preço da carne bovina estava muito alto. Isso fez os consumidores substituírem a carne por outros tipos de proteína", explicou Adriana Gama, técnica do IBGE.

O salto de mais de 7% no abate de suínos no ano passado foi puxado pelo consumo de embutidos, que atendem mais à preferência dos brasileiros do que a carne de porco em si.

"Ao contrário do que acontece nos países europeus, os brasileiros consomem mais os embutidos do porco. Não consomem tanto a carne", lembrou Adriana. "Mas esse aumento no abate se deve também a uma campanha que vem desmistificando a carne de suínos, mostrando que o animal é mais leve, menos prejudicial à saúde do que se pensava. Há uma conscientização maior sobre a carne suína".

Demanda externa

Enquanto a demanda interna pela carne brasileira foi pautada pelo preço, a demanda externa sofreu o impacto da crise internacional. Os problemas econômicos que assolam, principalmente, países da União Europeia levaram a uma retração da exportação de bovinos e suínos brasileiros.

A redução no volume exportado de carne bovina foi de quase 14% em 2011, enquanto o recuo na carne suína chegou a 6%, na comparação com 2010.

"Houve redução significativa no volume de exportação. (O problema) Foi causado um pouco pelo embargo da Rússia à carne brasileira, mas é efeito também da própria crise lá fora. Em tempos difíceis, faltam recursos para comprar proteína", afirmou Adriana.

"Após quatro anos de redução no volume de abate, as condições climáticas, que prejudicaram pastagens em regiões importantes, levaram produtores a abater mais fêmeas para compensar o baixo peso de animais machos prontos para abate", segundo o IBGE.

O abate de fêmeas entre 2006 e 2007 levou à redução de animais prontos para o abate nos anos seguintes, puxando as cotações da arroba bovina a níveis recordes no último trimestre de 2010.

O acompanhamento do IBGE mostrou ainda que os avicultores abateram 5,2 bilhões de frangos em 2011, com um incremento de 5,6% ante 2010. Já o abate de suínos cresceu 7,2%, totalizando 34,8 milhões.