08 de julho de 2026
Geral

?Família? da construção cresce 70%

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Com os bons ventos soprando sobre a construção civil desde 2010, ano em que o segmento viveu o maior ‘boom’ da história com crescimento de 15%, o número de trabalhadores formais do segmento aumentou 70% em Bauru. Passou dos 10 mil para 17 mil operários, que ontem foram prestigiados com a 5ª edição do ConstruSer - Construindo a Cidadania e o Ser Humano.


Promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon), neste ano, o evento reuniu mais de 2.500 pessoas no prédio do Sesi, na rua Rubens Arruda. E a grande ‘família’ continuará multiplicando-se, segundo as expectativas do presidente estadual do SindusCon-SP, Sérgio Watanabe, que esteve ontem em Bauru. No entanto, na ordem de 5% em 2012. O percentual é superior ao previsto para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, estimado entre 3% e 3,5%.


“Vamos crescer mais do que a economia brasileira”, reitera. Watanabe, porém, admite desaceleração no setor, que acompanhou a arrefecida da economia brasileira impactada pelas crises internacionais. “O crescimento será regular, mas não 15% como em 2010. Impossível manter este ritmo. O que se espera é que continue menor, mas permanente. 5% já é um bom crescimento”, afirma.


De acordo com o diretor estadual do SindusCon-SP, o motor da alta dos últimos anos é o setor imobiliário, sendo que crescimento do segmento continuará puxado por investimentos federais - como Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa Minha Vida - estaduais e a Copa de 2014.



De pai para filho


Muitos dos homens que formam hoje o batalhão de 17 mil trabalhadores da construção civil em Bauru estavam na informalidade antes de 2010. A formalização de muitos deles, inclusive, não foi o único benefício decorrente do desenvolvimento acelerado do setor, diz Renato Parreira, diretor regional do SindusCon-Bauru. As obras estão cada vez mais regularizadas, quites com a Receita Federal, Prefeitura, INSS, acrescenta.


Segundo Parreira, o desafio agora é a qualificação. “O SindusCon tem um trabalho muito forte com o Senai. Temos a primeira escola de construção civil do Interior do Estado. Falamos isso com muita alegria. Antigamente, as informações eram passadas de pai para filho, mas esse ciclo é muito demorado. A formação é vantajosa”, explica.


O contratante enxerga com bons olhos o candidato quando ele tem cursos no currículo, embora a prática do dia a dia seja indispensável e também reconhecida. Joel Moreira,50 anos, sabe bem disso. Há 20 anos no mercado, sabe que não faltam vagas para quem trabalha bem. Neste caso, ninguém fica parado, destacou ontem, durante o ConstruSer, evento em que foi acompanhado por sete crianças da família. Ele, inclusive, gostaria que seus filhos seguissem seus passos, mas cada um optou por trilhar caminho próprio e diferente. Pena.


O objetivo do evento foi a de valorizar o profissional do segmento estabelecendo um dia todo só para ele, com atividades culturais e outras que contemplam aspectos de saúde. Trata-se do maior evento anual da construção civil paulista, que ontem trouxe uma novidade: show de talentos. Subiram ao palco participantes com dotes artísticos para apresentações que duraram cerca de um minuto. Os três melhores talentos foram presenteados ao final do concurso.