08 de julho de 2026
Nacional

Ladrões agridem moradores em prédio

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Vinte moradores de um prédio de classe média alta viveram momentos de terror na manhã de ontem em São Paulo, durante um arrastão que durou quase quatro horas no Paraíso, na zona sul. Esse foi o oitavo arrastão do ano na Capital paulista.

 

A ação começou às 7h, quando um falso carteiro entrou no imóvel e rendeu o porteiro. Na sequência, três carros com outros dez ladrões armados com pistolas e fuzis entraram na garagem e começaram a render os moradores que saíam para o trabalho.

 

As vítimas eram obrigadas a levar os assaltantes até seus apartamentos e a entregar joias, máquinas fotográficas digitais e dinheiro.

 

Os 2

moradores abordados, entre eles idosos e crianças, foram amarrados e trancados em duas despensas que ficam no subsolo. Os ladrões foram extremamente agressivos com um juiz do Tribunal Militar e com outras quatro pessoas que vivem no local.

 

Segundo a polícia, oito dos 11 apartamentos do prédio, que tem uma unidade por andar, foram assaltados. Cada um está avaliado em R$ 1,3 milhão, conforme corretores consultados pela reportagem.

 

Os moradores e os policiais civis que investigam o caso disseram que os ladrões aparentavam conhecer o funcionamento do prédio. “Até pediram a chave da sala onde ficavam as gravações das câmeras de segurança do prédio e levaram todos os computadores”, disse o delegado Mauro Facchini, do Deic (departamento que investiga o crime organizado).

 

“Quanto eles (os ladrões) estavam aqui em cima, eles falaram: a gente já conhece o movimento, a gente ‘tá fitando’ isso aqui faz tempo. Eles já vieram programados”, afirmou universitário morador do prédio que pediu para não ter o nome divulgado.

 

Agora, a polícia está tentando obter imagens de câmeras de segurança de prédios vizinho ao assaltado a fim de identificar o bando.

 

À exceção do falso carteiro, os demais ladrões vestiam toucas ninjas para evitar que fossem identificados.

 

Moradores relataram que um dos ladrões usava cinco rádios para se comunicar com o restante do bando que entrava nos apartamentos.

 

A ação só terminou por volta das 1

h4

. Quando saíram, os ladrões afirmaram que um dia voltariam ao prédio para fazer um novo roubo. Até o início da noite, ninguém havia sido preso.