09 de julho de 2026
Política

Com a demanda elevada, ?olheiros? do DAE apontam serviços urgentes

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 4 min

A demora dos consertos de vazamento de água, esgoto e entupimentos continua gerando críticas da população bauruense. Por isso, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru está adotando o sistema de ‘olheiros’. Ou seja, os funcionários vão a estes locais e constatam a urgência da solução do problema, otimizando tempo e definindo prioridades.


Atualmente, o DAE conta com 87 funcionários na parte operacional, entre eles: encanadores, auxiliar, motorista, operador de retroescavadeira e chefe de setor. Em média, 55 destes ‘colocam a mão na massa’ para realizar os reparos de vazamentos de água e esgoto.


O conserto do asfalto, que geralmente é ‘cortado’ para se chegar até a tubulação danificada, é feito ainda por outros seis trabalhadores. Já o reparo de calçadas, guias e Postos de Vistoria (PV) é realizado por outros oito funcionários.


Toda essa mão de obra é distribuída em cinco regionais do DAE: a Regional 2, localizada na rua Padre João, Centro; a Regional 4, localizada na rua Galvão de Castro, Parque Paulistano; a Regional 3, localizada no bairro 9 de Julho; a Regional 5, localizada na rua Salvador Filardi, Vila Industrial; e a Regional 6, localizada na Alameda dos Jasmins, Parque Vista Alegre.


A triagem do serviço é feita pela base de contato telefônico gratuito, através do 0800-7710195, em seguida repassada às Regionais, se as queixas forem de vazamentos de água e esgoto. O grupo de reparo de asfalto recebe as solicitações pertinentes ao problema e envia os profissionais ao local partindo da Regional 2. Os consertos de calçadas, guias, sarjetas e PVs ‘saem’ da Regional 6.


“São classificados como serviços de urgência os vazamentos de rede danificada e vazamento de água com afundamento na rua, que pode ocasionar acidentes. Vazamentos pequenos, que os funcionários constatam que não causam danos graves ou perda de água excessiva, são programados para outro dia”, explicou Manuelino Câmara Filho, diretor da Divisão Técnica do DAE de Bauru.  


 


Ajustes


Apesar de toda a triagem até chegar à realização dos serviços, a demora das soluções ainda gera insatisfação da população. Manuelino frisa que a média de queixas no último dia 27 foi de 98 problemas como estes sendo que, no mesmo dia, o DAE realizou 106 reparos. “Não existe uma média precisa porque tem serviço que passamos o dia inteiro para executar. Às vezes é necessário maquinário que está em outro local também”.

 

Com água ou sem água?


Na semana passada, moradores da rua João Ignácio Santinho, Jardim Godoy, em Bauru, registraram queixa no DAE por conta de um enorme vazamento de água na quadra 6 da via.


A água ‘brotava’ do asfalto em frente à casa da auxiliar administrativa Weridiana Elvira Evangelista Fernandes, 24 anos. Ao mesmo tempo, a jovem não tinha mais água em sua residência.


“Eu achei um absurdo porque eu liguei no DAE, mandei e-mail, fiz tudo o que eu pude e eles não resolviam o problema. Foram quase quatro dias sem água em casa e e a água vazando na rua. Tinha que tomar banho na casa da minha sogra e da minha irmã. Ontem (anteontem) cheguei a lavar o rosto com o resto de água que tinha na geladeira”, criticou Weridiana.


O seu vizinho, Paulo Matsuda, 39 anos, não chegou a ficar sem água, mas também criticou a demora pela resolução do problema. “Ultimamente tivemos muitos problemas com falta de água e agora vemos um vazamento como este, sem ninguém resolver”, disse.


Manuelino Câmara Filho, diretor da Divisão Técnica do DAE de Bauru, esclareceu que ali existia mesmo uma prioridade, porém haviam outras pendências na regional a qual ele faz parte. O vazamento foi solucionado no final da última semana.

 

Efetivo e maquinário


Além dos 87 funcionários, o DAE conta atualmente com um caminhão arrastão, um caminhão basculante e uma retroescavadeira para cada regional, o que ainda não é suficiente para atender a demanda, segundo Manuelino Câmara Filho, diretor da Divisão Técnica do DAE de Bauru.


“O que acontece é que a tubulação é muito antiga, de mais de 20 anos, e está sempre com problemas. Por isso precisávamos de mais profissionais e mais maquinários para dar conta da demanda, plano a longo prazo. O DAE está fazendo um teste na Regional 4 com picapes para otimizar o serviço que não necessita de caminhões. Foram adquiridas sete picapes e, se tudo continuar dando certo, vamos adotar a mesma medida para as outras regionais”.