08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A MEGAMETRÓPOLE EM GESTAÇÃO


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A efetiva vinculação dos compromissos com que os candidatos abordarão os eleitores da província com a finalidade de obter seu voto, metamorfoseando-se, indevidamente grande parte deles, sabendo ele - o candidato - que "é impossível metamorfosear o chumbo em ouro", e o eleitor que não é mais bobo, finge acreditar no "vaselina" que questionado tergiversa e não comprova com dados idôneos a possibilidade de defender, se eleito for, a transformação da cidade em que vivemos. Hoje, cidades melhores não é mais a utopia imaginada por Thomas Morus, escritor inglês que morreu aos 55 anos, 35 anos depois de Cabral pisar com suas sapatilhas as terras de Santa Cruz Cabrália, conhecida como "rota do descobrimento" fundada em 1564 e localizada na Bahia. Nos dias atuais, cidades melhores é uma realidade que aos poucos vão sendo idealizadas no planeta, graças à tecnologia existente hoje e sonhada pelo escritor inglês.

Erros e inadequações que dificultam a qualidade de vida do seu habitante, constatadas na totalidade das cidades brasileiras, estão hoje merecendo novos planejamentos de seus espaços disponíveis para receberem construções agregadas ao empenho de se evitar a repetição contumaz de erros que só prejudicam a qualidade perseguida. Tomemos por exemplo nossa província, que num raio de 50 km dos seus limites cardeais abrange um número "x" de outras cidades menores, cujos limites fronteiriços num futuro breve estarão desaparecidos para daí surgir a Região Metropolitana. É inexorável!

São Paulo hoje é a "Megametrópole" que está em gestação para o amanhã. É a revolução urbana que está a mudar de patamar. Dentro de pouco tempo, a "Megametrópole" estará em confluência com Campinas, Sorocaba, São José dos Campos e Baixada Santista. Não é um sonho. É reflexão do que vem por aí. Se a Enciclopédia Britânica impressa sucumbiu sob a prevalência da tecnologia e à inexorabilidade do "relógio do tempo", cuja vivência superou 2 séculos, chegando a vender 7 milhões de edições, sendo que a última ocorreu em 2010 com 32 volumes, a pergunta que se faz é: nossos "homens públicos", prefeitos, vereadores, secretários municipais, presidentes de autarquias, ONGs específicas ao assunto, estariam uníssonos na equação do que vem por aí?

Nos dias atuais, já não existe mais horário "melhor/regular/pior" para transitar pelas cidades. A dificuldade de conviver harmonicamente com os deseducados "pilotos" em seus bólidos nas ruas absurdamente estreitas. Hoje como ontem e anteontem convivemos com uma política de estacionamento tecnicamente ultrapassada e ridícula que obriga o motorista a preencher o cartão de estacionamento, quando em outras cidades menores, o processo já é eletrônico. Não existe necessidade de visitar países para se construir, muito mal diga-se, pistas exclusivas para ciclistas. É só visitar aqui mesmo no Brasil e conhecer como foram construídas as tais pistas destinadas exclusivamente aos ciclistas de Recife (Pernambuco) e Maceió (Alagoas), para que as cacholas pensantes dos bem remunerados homens públicos se iluminem. É de dar inveja à gringos e mexicanos...

A verdade é que se tais "homens públicos" que ostentam o crachá de "técnico de trânsito" ou o que valha, não se dispuserem a matar um leão por dia, a cidade vai virar um inferno para se viver, e isso dentro de muito pouco tempo. Vontade política aliada a competência profissional desses "homens públicos", seria o mínimo a desejar.

Nicanor Amaro da Silva Neto