11 de julho de 2026
Esportes

Espanha domina Liga Europa e põe três equipes nas semifinais

Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min

A Espanha mostra que seu futebol vai muito além de Barcelona e Real Madrid. Atual campeão do Mundo, o país ibérico colocou cinco times nas semifinais das competições da Uefa: Na Copa dos Campeões, os dois poderosos; na Liga Europa, hoje avançaram Athletic Bilbao, Valencia e Atlético de Madri.

Sensação da temporada europeia, o Athletic Bilbao confirmou o seu favoritismo e avançou para as semifinais da Liga Europa. Depois de passar por cima do poderoso Manchester United, com duas vitórias indiscutíveis (3 a 2 fora de casa e 2 a 1 em casa), os espanhóis despacharam desta vez o Schalke 04, da Alemanha, após empatar em casa por 2 a 2.

Agora, terão pela frente o Sporting de Lisboa. A primeira partida, em 19 de abril, será em Portugal. A volta acontece dia 26 de abril e definirá quem estará na grande finalíssima da competição, que se dará em 9 de maio, na cidade de Bucareste, na Romênia.

A outra semifinal será um confronto doméstico entre duas equipes espanholas. O Valencia atropelou o AZ Alkmar, da Holanda, por 4 a 0 na Espanha e vai enfrentar o Atlético de Madri, que venceu o Hannover, na Alemanha, por 2 a 1.

A Espanha domina, então, a competição, com três semifinalistas entre os quatro e tem grandes chances de ver dois times do seu país disputando a decisão -curiosamente, no ano passado, foi exatamente o contrário com três portugueses e um espanhol.

O jogo

Depois dos 4 a 2 conquistados na partida de ida, só um desastre faria com que o time basco fosse eliminado, em casa. O Schalke 04 precisava de uma vitória por três gols de diferença ou de um triunfo por dois gols de vantagem a partir dos 5 a 3. Caso os alemães fizessem 4 a 2, a decisão iria para a prorrogação. Persistindo o placar, a vaga seria decidida nos pênaltis.

Antes de o jogo começar, coube ao espanhol Raúl -um dos grandes ícones do futebol do país e o segundo maior artilheiro da história da seleção local, com 44 gols, ficando atrás apenas de David Villa-, a tarefa de honrar a tradição no estádio San Mamés, na qual o capitão do time que visita a arena pela primeira vez deposita flores no busto de Rafael Moreno, ídolo da equipe do Athletic e cujo apelido, Pichichi, dá nome ao troféu entregue ao artilheiro do Campeonato Espanhol.

Mas nem a confortável vantagem espanhola, nem mesmo o clima festivo antes de a bola rolar foram capazes de tirar o caráter competitivo da partida.

E os dois times iniciaram o jogo como se não houvesse vantagem alguma, partindo para o ataque, com ocasiões de gol perigosas para ambas as equipes. Apesar de atuar em seus domínios, o Athletic experimentou o seu próprio veneno e viu os visitantes abrirem ao placar aos 28min, após Jones pressionar a saída de bola basca e roubá-la da defesa. A pelota ficou com Huntelaar, que levou para o pé direito e bateu firme, no canto de Iraizoz.

O técnico argentino Marcelo Bielsa, mentor de Pep Guardiola, e tido como o maior responsável pela brilhante campanha do Athletic, honrou o seu apelido de "Loco Bielsa". Logo depois de ter sofrido o tento alemão, ele tirou um meio-campista, Herrera, para colocar um atacante, Ibai Gómez, o quarto do seu time.

A troca deu resultado pouco depois e mostrou a "estrela" do treinador. Aos 41min, um verdadeiro golaço no San Mamés. Gómez foi acionado na esquerda, levou para dentro e chutou colocado, de longe, com a parte interna do pé, com muito efeito, para colocar no canto esquerdo de Unnerstall para empatar.

O segundo tempo começou a toda velocidade. Raúl, aos 7min, disparou da intermediária e acertou o ângulo de Iraizoz, sem chances para o arqueiro. Com 76 tentos, o atacante espanhol é o maior artilheiro das competições europeias de clubes.

Mas a resposta basca veio pouco depois. Boa trama do ataque, Muniai serviu Susaeta, que empatou aos 10min.

Depois do empate as coisas se assentaram um pouco em campo. O Schalke, bravo, ia para frente. Mas de qualquer maneira, abusando das bolas altas na área. Na parte final do jogo a partida por pouco não descambou para a violência.

O Athletic passou a trocar passes, administrando a sua vantagem e deixando o tempo passar até o jogo terminar e o estádio San Mamés irromper em felicidade.