11 de julho de 2026
Regional

Ex-delegado da PF de Marília vai responder por falsidade ideológica


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Marília - O ex-delegado da Polícia Federal Washington da Cunha Menezes, processado cível e criminalmente na Justiça Federal de Marília (100 quilômetros de Bauru) por crimes e atos de improbidade administrativa apurados pela Operação Oeste - que desbaratou quadrilha formada por policiais, advogados e empresários envolvidos com o crime organizado - responderá mais um processo, agora por falsidade ideológica e fraude processual.

A decisão de abrir mais um processo contra Menezes é da 2ª Vara Federal de Marília, que recebeu a denúncia formulada pelo Ministério Público Federal (MPF). Segundo a decisão judicial, a denúncia  está “provida de suporte probatório a demonstrar a verossimilhança da conduta e dos fatos imputados ao denunciado, bem como de indícios de autoria e materialidade”. A Justiça deu 10 dias para que o acusado apresente sua resposta à acusação.

A nova denúncia contra Menezes foi oferecida pelo MPF em Marília no último dia 12 de março. Três procuradores da República (Célio Vieira da Silva, Rubens José de Calasans Neto e Svamer Adriano Cordeiro) assinam ação, em que o ex-chefe da PF em Marília é acusado de fraude processual.

De acordo com o MPF, mesmo ciente da indisponibilidade decretada judicialmente, ele vendeu, em julho de 2008, parte de um terreno de 5000 m² num condomínio fechado no bairro Parque Serra Dourada, em Marília. Como estava preso na época, Menezes, que hoje responde em liberdade pelos crimes dos quais é acusado, deu uma procuração para sua esposa para que ela fizesse o negócio.

Entretanto, entre dezembro de 2007 e março de 2008, em três diferentes ações de improbidade administrativa apresentadas pelo MPF contra o ex-delegado, a indisponibilidade do terreno havia sido decretada e Menezes estava ciente das decisões.