A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual concluíram hoje a sequência de depoimentos que planejavam obter na investigação sobre o acidente no Hopi Hari. No dia 24 de fevereiro, a adolescente Gabriella Yukari Nichimura morreu após cair do brinquedo La Tour Eiffel.
Segundo o delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior, o vice-presidente do parque, Cláudio Guimarães, foi ouvido por duas horas e ajudou a esclarecer quais são as atribuições dos funcionários e a quem cabe algumas tomadas de decisão, como interromper o funcionamento de um brinquedo em que se verificou um defeito.
"Todas as pessoas que consideramos "chaves' para o caso já foram ouvidas", afirmou Noventa Júnior. Ele aguarda para sexta-feira o laudo da perícia feita no brinquedo e, a partir daí, deve iniciar a conclusão do relatório apontando responsabilidades sobre o acidente. Segundo ele, o mais provável é que haja indiciamento sob suspeita de homicídio culposo (sem intenção), mas não quis apontar nomes.
O promotor Rogério Sanches Cunha, que acompanhou a investigação, também acredita que esse seja o último depoimento necessário para a conclusão do caso. "Com isso já temos provas técnicas, documentais e testemunhais de que precisávamos", disse.
Segundo ele, assim que a polícia oferecer o indiciamento o Ministério Público deve apontar quem teve participação no acidente e oferecer denúncia à Justiça.
Caso
Na manhã do acidente, um dos funcionários verificou que uma cadeira do brinquedo que deveria estar inoperante tinha a trava de segurança "frouxa", o que permitiria que alguém a ocupasse.
Um supervisor foi avisado e chegou a acionar a equipe de manutenção, mas o brinquedo seguiu funcionando enquanto isso. Foi nesse intervalo que Gabriella sentou-se no assento com o dispositivo de segurança desligado. A trava se abriu durante a queda, lançando-a de uma altura de cerca de 25 metros.