09 de julho de 2026
Nacional

Quase metade dos brasileiros são obesos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A proporção de obesos no país cresceu 38,6% em seis anos, atingindo quase um em cada seis adultos em 2

11, segundo levantamento do Ministério da Saúde. 

 

Também manteve a tendência de aumento o índice de adultos com excesso de peso - que considera IMC (Índice de Massa Corporal, encontrado dividindo o peso pela altura ao quadrado) de 25 ou mais. A obesidade corresponde ao IMC de 3

ou mais. Em 2

6, 42,7% da população tinha excesso de peso. Em 2

11, a taxa foi a 48,5% (veja quadro).

 

O problema do peso, que é maior entre homens e piora com a idade, é visto pelo governo como “preocupante”. “Continuamos com crescimento (de sobrepeso e obesidade). Não é abrupto, mas vemos o aumento de maneira sistemática e consistente”, diz Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde.

 

A meta do governo é frear o crescimento entre adultos e eliminá-lo entre crianças.

 

De acordo com o ministro Alexandre Padilha (Saúde), a situação deve ser contida logo para evitar patamares elevados de obesidade, como os dos Estados Unidos. Lá, 27,6% dos adultos são obesos.

 

No Brasil, o excesso de peso atinge 52,6% dos homens - e até 63% na faixa de 35 a 44 anos.  Entre eles, é pequena a influência da escolaridade no sobrepeso. Já entre as mulheres, quanto maior a instrução, menores são as taxas de excesso de peso.

 

Ainda em comparação com as mulheres, eles consomem menos frutas e hortaliças, mais leite e carne gordurosos e refrigerantes. Mas praticam mais atividades físicas.

 

O consumo dos alimentos que entram na pesquisa não mudou nos últimos anos mas, segundo Barbosa, a troca da comida caseira pela industrializada ajuda a explicar o avanço da obesidade.

 

Dados de 2

11 revelam que apenas 3

,9% da população consome pelo menos cinco porções de frutas e hortaliças a cada semana, mas 29,8% toma refrigerante pelo menos cinco vezes por semana.

 

 

 

Menos fumantes

 

A pesquisa mostra uma tendência de queda no percentual de fumantes. Em 2

6, eram 16,2%, passando para 14,8% em 2

11. A taxa é ainda maior entre homens e entre pessoas com menos anos de escolaridade.

 

Frente aos novos dados do inquérito, chamado Vigitel, o ministro Padilha reafirmou medidas como a proibição dos fumódromos, o banimento de aditivos ao cigarro e a assinatura de acordos com escolas e empresas para a melhoria da alimentação.

 

O consumo de álcool abusivo (mais de cinco doses para homens ou quatro para mulheres em uma só ocasião nos últimos 3

dias) ficou estável, com 17% dos adultos nesse padrão. Entre os homens, são 26,2%.

 

O inquérito por telefone é divulgado anualmente. Em 2

11, ouviu cerca de 54 mil pessoas com 18 anos ou mais, em todos os Estados do País.