09 de julho de 2026
Regional

Sindicato cobra segurança nos Correios

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Empregados do Correios (Sindecteb) cobrou ontem mais segurança nas agências dos Correios na região de Bauru. Para a entidade, os funcionários  da estatal correm risco de vida em seus postos de trabalho. 

 

A nota foi divulgada, após ocorrer um assalto à agência de Gália (7

quilômetros de Bauru) na segunda-feira por um homem armado, que levou um malote com todo dinheiro arrecadado. 

 

O Sindecteb afirma que essa mesma situação aconteceu por mais de 6

vezes no ano passado na região de atuação do sindicato. Foram registrados 64 assaltos à mão armada e 29 arrombamentos. Em muitos desses casos, os funcionários foram feitos reféns, diz.

 

“Não é a primeira vez que uma agência é assaltada na região de Bauru. Essas ações colocam em risco a vida de clientes e funcionários, no entanto, a diretoria dos Correios faz muito pouco para sanar o problema da falta de segurança, que também vitima carteiros e as viaturas de entrega de encomendas”, declara José Aparecido Gimenes Gandara, presidente do Sindecteb. “A Empresa de Correios e Telegráfos (ECT) vai esperar que ocorra uma vítima fatal para instalar segurança adequada?”, questiona.

 

Além da falta de equipamentos adequados para resguardar funcionários e clientes, outra reclamação frequente é a falta de apoio por parte da empresa aos funcionários que sofrem abalos psicológicos. “Atualmente, temos muitos empregados afastados por motivo de assalto, uma vez que após o episódio fica o trauma psicológico e o medo de retornar ao trabalho e passar novamente pela mesma situação. Sem falar que os clientes também ficam com medo de utilizar os serviços dessas agências pela falta de segurança”, ressalta o presidente do Sindecteb.

 

 

 

‘Medidas diferenciadas’

 

A assessoria de imprensa dos Correios informou ontem que a política de segurança dos Correios prevê medidas de segurança diferenciadas, de acordo com o tipo de agência e o risco apresentado, inclusive excedendo o que a legislação vigente exige para correspondentes bancários. “A empresa não divulga detalhes dessas medidas, para preservar a integridade de seus clientes e empregados”, informa.

 

A empresa diz ainda tem investido em equipamentos de segurança como circuito de monitoramento integrado à central de segurança, alarmes e contratação de vigias, entre outros, de acordo com o tipo de agência. “Além disso, os Correios desenvolvem ações preventivas em parceria com os órgãos de segurança, em nível estadual e federal, para investigar e coibir os assaltos. A empresa possui uma comissão de segurança que trabalha cotidianamente com a Polícia Federal, avaliando e, se for o caso, implantando novas medidas de segurança conforme a necessidade apresentada”, afirma.

 

A assessoria de imprensa negou que a estatal tenha resistência de melhorar a segurança das agências. “É importante ressaltar que, em vez de adotar medidas de segurança uniformes, que não surtiriam o efeito desejado, os Correios estudam caso a caso, de modo a suprir as necessidades de cada uma de suas unidades”.