A manhã de ontem continuou conturbada para professores e alunos da escola estadual conhecida como Pousada da Esperança – e ainda não inaugurada oficialmente. Acionada para resolver o problema de uma ocorrência que envolveu alagamento, divulgada na edição de anteontem pelo JC, a Polícia Militar foi recebida com bomba caseira por um estudante.
Segundo informações da PM, por volta das 1
h, o adolescente de 17 anos foi recolhido por policiais no interior da escola após ter lançado uma bomba (pequena e com pólvora) em direção ao pátio. O aluno, que já havia sido advertido por uma agressão a um colega de sala ainda na manhã de ontem, acabou encaminhado ao plantão da Polícia Civil. De acordo com o policial que atendeu o caso, tenente André Arashiro, as ocorrências envolvendo a E.E. Nova Bauru se tornaram rotineiras.
“Desde que a escola começou a funcionar, no começo deste ano, a equipe da ronda escolar é acionada cerca de duas vezes por dia para atender a unidade”, afirmou o tenente da PM.
A ocorrência de alagamento, registrada anteontem na escola, terminou com a advertência de alguns alunos.
Mãe de aluna, Claudia Lima de Figueiredo, 32 anos, desabafa: “Fico chocada com essa situação, não dá para acreditar”. O vereador Natalino de Oliveira, da Pousada (PV), também lamentou a situação. A unidade, que deverá chamar-se “Henrique Rocha de Andrade” abriga cerca de 1.
estudantes.
Mais casos de violência
A mãe de um menino de dois anos diz que seu filho foi mordido no braço esquerdo enquanto estava numa creche da rua Carmo Bartolotti, Jardim Vânia Maria.
Mais: um professor de 43 anos registrou boletim de ocorrência informando que um “aluno problema” teria cometido três infrações na Escola Estadual Carolina Lopes de Alm eida.
E um garoto de 11 anos foi atingido por uma pedra após se desentender com outro aluno na escola estadual Francisco Alvez Brizola, no Jardim das Orquídeas. A Secretaria de Educação prestou assistência.
Pai e aluna agora se sentem reféns
O ajudante geral Wagner Roberto da Silva, 48 anos, foi até a escola de sua filha, a E.E. Nova Bauru (Pousada da Esperança) para tentar a transferência da garota. De acordo com Wagner, Priscila da Silva, 12 anos, estuda na 7ª série do Ensino Fundamental e, com medo das duas ocorrências policiais que a escola registrou nesta semana.
“Ela diz que não consegue estudar e eu estou assustado. Do jeito que as escolas públicas estão, fica complicado”. Também haveria lotação nas salas. Sobre isso, a Secretaria de Educação esclarece que a pasta cumpre a resolução que recomenda média 3
alunos em classes de ciclo 1 do Fundamental e 35 estudantes em salas de ciclo II, e 4
em classes de Ensino Médio.