09 de julho de 2026
Geral

Justiça vai apurar documento falso que libertou presos no Amazonas

Por Por Kátia Brasil | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

O Tribunal de Justiça do Amazonas vai investigar a falsificação da assinatura de uma juíza em um alvará de soltura que permitiu a libertação de dois presos, acusados de latrocínio e estupro, no sábado.

A suspeita é que a mãe de um dos presos tenha entregue o mandado na cadeia. Os dois detentos estão foragidos.

O diretor do presídio, Frank dos Santos Bezerra, foi afastado por 30 dias, até que a sindicância aberta para apurar o caso seja concluída, informou a Sejus (Secretaria de Justiça, Direitos Humanos do Amazonas).

É o segundo diretor de cadeia pública afastado no Amazonas em duas semanas.

Segundo o TJ-AM, com o alvará de soltura falsificado foram revogadas as prisões preventivas de Jerry Adriano Theodósio, 29, e Miguel Vicente de Souza, 23. Eles estavam presos desde maio de 2011 no Centro de Detenção Provisória de Manaus.

O presidente em exercício do TJ, desembargador Domingos Chalub, disse que a juíza Margareth Rose Cruz Hoagen, titular da 4ª Vara Criminal, não assinou o mandado porque está de férias.

"Foi uma falsificação grosseira", afirmou.

Chalub disse também que a investigação não descarta o envolvimento de funcionários do presídio. "Causa estranheza a mãe de um deles se passar por oficial de Justiça e, no alvará, constar o nome de um oficial homem."

Em 2007, uma liminar forjada por meio da falsificação da assinatura do então vice-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) permitiu a libertação de três empresários que estavam presos em Minas Gerais sob acusação de atuar em uma organização criminosa.