08 de julho de 2026
Política

DAE tem de apresentar projeto para receber Refis

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

O repasse dos quase R$ 6 milhões arrecadados pelo Refinanciamento Fiscal (Refis) pela Prefeitura de Bauru ao Departamento de Água e Esgoto (DAE) está condicionado à apresentação de projetos pela autarquia. O dinheiro, inicialmente, seria destinado ao Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE), a partir de um acordo do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) junto aos vereadores. No entanto, os planos do governo mudaram em razão da crise de abastecimento acumulada na cidade.

 

No início deste ano, os vereadores aprovaram a autorização para o repasse dos recursos. A novidade é que o dinheiro não vai chegar de forma imediata aos cofres do DAE. A autarquia terá que apresentar os projetos referentes às obras de abastecimento, reservação e distribuição para os casos que serão licitados. A essa finalidade está reservada metade dos R$ 6 milhões. A outra parte será destinada à compra de maquinários. Nesse caso, o DAE deverá abrir os processos de licitação para a aquisição de caminhões e outros equipamentos.

 

Foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial de Bauru (DOB) o primeiro repasse do dinheiro à autarquia. R$ 589.38

,

devem ser gastos na contratação da perfuração do poço profundo no Bauru 16. O processo licitatório foi aberto na semana passada.

 

Com vazão prevista de 15

metros cúbicos por hora, localizado na rua Roberto Kitizo Bastos, no Núcleo Edson Francisco da Silva, o poço deverá resolver a demanda atual por abastecimento em uma das regiões mais críticas do município, levando água para bairros como Eldorado II, Andorfato, Nova Esperança, Jardim Prudência, Jaraguá, o próprio Bauru XVI, entre outros.

 

O projeto para a perfuração deste poço, no entanto, não é novo. Em 2

11, foi aberta uma licitação, que foi alvo de questionamentos técnicos de empresas interessadas, como mostrou reportagem do Jornal da Cidade publicada na ocasião. Um pedido de impugnação apresentava questionamentos técnicos em relação à cláusula do edital que versa sobre os equipamentos que devem ser utilizados para a perfuração do poço.

 

A expectativa do diretor de Produção do DAE, Igor Fournier, é de que, até outubro, o poço esteja em operação. “Estamos em uma época em que as temperaturas estão mais amenas e, consequentemente, o consumo de água cai. Em outubro, elas voltam a subir e nós não queremos que as pessoas voltem a lidar com falta de água”, pontua.

 

É claro, porém, que apenas o poço do Bauru 16 não vai resolver o problema. Por conta disso, Fournier afirma que, no prazo de 6

dias, os poços do Marabá e da Vila Cardia devem começar a funcionar. “Esses poços já estão perfurados e nós conseguimos licitar a compra dos equipamentos elétricos e mecânicos, que está na fase de assinatura de contratos”, pontua.