08 de julho de 2026
Geral

Tecnologia ajuda controlar despesas

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 4 min

Um dos maiores desafios para fechar o mês com a conta bancária no azul, controlar os gastos pessoais ou da casa ganhou um importante aliado. 

 

A disponibilidade cada vez maior de serviços, pagos ou gratuitos, na internet, bem como ferramentas caseiras “off-line” auxiliam na disciplina financeira, cada vez mais necessária mediante a sempre crescente oferta – e consequentes tentações – para o consumo. 

 

Desde a boa e velha caderneta com o orçamento mensal marcado a lápis até as úteis planilhas do Microsoft Excel, a disciplina financeira agora também tem como novos instrumentos os softwares específicos apresentados na web. 

 

A receita, observam especialistas das áreas de economia quanto computação, em tese, até que é simples: gastar menos do que ganha. 

 

Contudo, é necessária disciplina para contabilizar tudo o que gastamos, desde aquela compra grande no supermercado, happy hour depois do trabalho ou a conta do almoço diário, que, sem trocadilhos, pesa e muito no balanço final das contas do mês. 

 

Antes de colocar tudo no papel, ou melhor, na tela, é necessário conhecer os programas disponíveis e quais as melhores opções para cada caso. 

 

Seja no bloquinho ou através do software, observa o consultor financeiro Dércio Júlio Terrabuio, é necessária uma adaptação a “médio prazo”, numa espécie de mudança de hábitos gradual até que a pessoa possa se considerar minimamente organizada no campo financeiro. 

 

Do contrário, pontua o consultor, professor no curso de Economia da Instituição Toledo de Ensino, por mais avançado que seja, o aplicativo será inócuo na hora de conferir o extrato bancário no final do mês. “Acima de tudo é uma questão de atitude pessoal”, salienta. 

 

“O software é uma ferramenta que vai te ajudar, mas é preciso educação financeira para programar para onde vai o dinheiro”, ressalva o consultor, que presta auxilio a “educandos” por meio de planilhas montadas no Microsoft Excel. “O programa é importante, mas, se ninguém coloca os dados nele, não acontecerá nada”, diferencia. 

 

Três meses seria o tempo médio para uma pessoa indisciplinada financeiramente assimilar a nova rotina e, consequentemente, utilizar mecanismos para controlar o fluxo de caixa pessoal. “É interessante uma experiência de três meses em anotar tudo o que gastou durante o dia e, desta forma, ver o que pesa mais. A partir daí, o consumidor faz a planilha e marca os gastos, como condução, refeição, dia a dia por mês. Após o trimestre é possível a análise sobre onde economizar”, aconselha o consultor econômico Mauro Fernando Gallo. 

 

Uma grande vantagem das planilhas eletrônicas é a possibilidade de dividir os gastos em categorias, inclusive o cartão de crédito entre outros parcelamentos. “O juro do cartão é pesado, em torno de 10% ao mês, isso ‘come’ o salário de qualquer um”, critica o economista, ao recomendar pagamentos totais das faturas, sempre que possível. 

 

Essa mesma porcentagem, acentua, deve ser reservada ao “pagamento pessoal”, ou seja, nada mais do que guardar 10% dos rendimentos seja para eventualidades e imprevistos ou até mesmo para fazer um pé de meia. “É preciso tomar conta daquilo que se paga e todos os instrumentos ajudam. O duro é quando a pessoa não quer se disciplinar, nem sabe em que gasta”, pondera. 

 

 

 

Defina a plataforma

 

De acordo com especialistas nas áreas de tecnologia e contabilidade, não há uma ferramenta ideal de forma genérica. A escolha da forma com que ganhos e despesas serão colocadas na balança é pessoal e varia de caso para caso. 

 

Contudo, algumas normas básicas devem ser adotadas para que a educação financeira se torne um hábito e não uma penosa e falha tentativa de se organizar. 

 

Existem dezenas de softwares anunciados em sites de downloads gratuitos. Alguns dos aplicativos chegam a ser específicos, entre eles alguns para economia doméstica ou até mesmo para controlar o consumo de combustível do automóvel. 

 

Muitos programas são gratuitos. Embora os mais completos sejam os aplicativos pagos, observa Elaine Cecília Gatto, coordenadora do curso de Engenharia da Computação da Universidade Sagrado Coração (USC), usuários de primeira viagem devem ter parcimônia antes de clicar atrás desse tipo de ferramenta, devido à complexidade das mesmas. 

 

“Os (softwares) pagos têm maior funcionalidade. Mas, justamente por isso, quem não é familiarizado com a área tem uma curva de aprendizado maior”, observa. “Alguns programas, na maioria das vezes mais simples, abrangem todos os fundamentos necessários”, acentua. 

 

Outra preocupação é aonde buscar as ferramentas. Os programas pagos, geralmente, são oferecidos nos sites dos próprios desenvolvedores, sem grandes riscos ao sistema, como a presença de vírus. 

 

Nos sites de donwloads gratuitos, porém, a atenção deve ser redobrada tanto sobre a página de onde os programas serão baixados quanto ao próprio sistema de proteção instalado no computador. “O primeiro cuidado é aonde buscar o software. Muito site apresenta aplicativos mas na verdade é vírus. O fundamental é verificar com alguém da área que possa dar uma opinião sobre os caminhos mais seguros”, aponta. 

 

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