É excelente e interessante os assuntos que a CNBB faz reacender em todo o País, em cada ano que passa, trazendo debates e teorizações sobre as questões mais urgentes. Essa fase de discussões na imprensa, nos núcleos de ensino e nas casas legislativas é necessária para amenização ou solução dessas verdadeiras defasagens entre as pessoas e o drama da saúde pública no Brasil. Justamente por essas difíceis relações interpessoais, ocorre este distanciamento entre as boas intenções discutidas e os verdadeiros projetos e programas que poderiam ser direcionados para com a população. Sabemos, sim, de toda dificuldade para que saiamos das boas teorias para o campo da praticidade, onde se convivem dia a dia as pessoas, pois a própria palavra "fraternidade" nos dá essa real idéia de "o sair de si". A própria Igreja com tantos paroquianos, leigos e profissionais que podem corroborar com o nosso prefeito, que implantou em nossas praças os meios devidos: as aparelhagens para a saúde preventiva e amenizativas. Basta apenas que em todos estes mecanismos tenhamos os "fraternos" coordenadores e mantenedores.
Do outro lado, temos nos interesses nefastos e financeiros prevalecentes de laboratórios, governo, profissionais na saúde (grupos) que são mantenedores de doença do povo, remediando sempre, contando com a anuência do nosso sistema de Saúde e a conformação da própria população. Mesmo que o nosso Ministério da Saúde tenta implantar já há tempo, a medicina de atendimento multidisciplinar alternativo: homeopático, fitoterápico, terapêutico, além de nutricionista, psicoterapeuta e fisioterapeuta, tem de início a rejeição parcial da população sevicidada e acostumada somente com as drogas passadas pelos médicos unicamente. Assim, pelo nosso hábito nacional há o desprezo pelos demais meios existentes de amenização e prevenção das enfermidades. Junto a esse drama do povo, a má vontade, e o jogo de vaidades das pessoas de direito em seus tronos (diretorias) com todo o cabedal técnico para transformar esse quadro infraternal e insano.
Mas estes descartam as citadas programações elaboradas para com a saúde popular através dos Núcleos, como já fizeram em quase todos, como Jd. Godoy e Octavio Rasi. Ainda com a disposição de voluntários profissionais (Unesp) como colaboradores. A CNBB e outros sabem desses mesmos fatos nefastos na Igreja e nas comunidades de bases de agentes e leitos, que são tosados por executarem produtivos trabalhos (destacados) junto a comunidade local. Isto que já foi reclamado aqui neste JC. Se pudéssemos atenuar as costumeiras crises inter-sociais (classes e grupos) e praticar essa citada fraternidade, aí sim seria disseminada a vida saudável para o nosso povo ? a saúde pública.
Carlos Roberto dos Santos