11 de julho de 2026
Ciências

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As menores partículas da matéria são os quarks, léptons e bósons. Depois, um pouco maiores, estão os íons que se juntam aleatoriamente e formam as moléculas para as estruturas como mitocôndrias, células, fibras e outras coisas! Tudo de forma aparentemente "aleatória", mas devem obedecer alguma energia ou comando eletromagnético ainda não identificado.

Quando o espermatozoide fecunda um óvulo "aleatoriamente", se transformam em uma única célula para dar origem às nossas 10 trilhões de células do corpo. Depois de algumas horas de fecundação, serão 16 células e cada uma delas isoladamente pode dar origem a um ser humano completo. São as células-tronco embrionárias perfeitas.

Esta pequena estrutura representa um ponto do tamanho de um grão de sal com diâmetro médio de 10% de um milímetro ou 100 micrômetros. Cada milionésima parte de um milímetro se chama micrômetro. Depois de 6 a 8 semanas o número de células é muito maior com tamanho 10 mil vezes maior ou 1 a 2 cm de diâmetro.

Um óvulo fecundado no interior das trompas ou do útero fica "solto" por 7 a 10 dias até se implantar na parede do útero: um processo conhecido como nidação. Até este momento o ser em formação é um pré-embrião. Qualquer fator que afetar o desenvolvimento neste período, o óvulo fecundado é perdido como um aborto natural, não perceptível.

O ser em formação quando implantado recebe o nome de embrião até o início do terceiro mês intra?uterino. Este conjunto celular vai aumentando de dentro para fora: a palavra grega embrião significa enchendo-se por dentro ou "vindo de dentro". No inicio do terceiro mês temos o feto e muita gente acha que embrião e feto são sinônimos: não são! Dentro do útero não se tem nenhuma criança, pode se ter um embrião ou um feto: criança apenas depois do nascimento!

A diferença terminológica entre um embrião e um feto é determinado pela sua aparência e o tempo varia conforme a espécie. Na análise de um embrião não se consegue identificar a espécie a qual pertence! Mas se for um ser em formação em que se reconhece a espécie a que pertence, aí temos um feto. O embrião humano é passível de reconhecimento como da espécie apenas a partir do início do terceiro mês. Antes disto, pode ser confundido facilmente com um embrião de qualquer outra espécie.

Da implantação ao início do terceiro mês, o embrião tem milhões de células em constante mitose, movimentação e diferenciação. Algumas "dizem" bioquimicamente: vamos para o sul formar a medula; outras: vamos para o norte formar o cérebro; vamos para o centro: formar o coração e pulmões, vamos para o leste formar o fígado e assim sucessivamente! É um ser, como uma cidade, em construção.

O período embrionário pode ser caracterizado como a fase da organogênese. Cada célula se identifica com outras e passam a formar uma estrutura ou órgão. É um período crucial e qualquer erro, teremos órgãos e estruturas defeituosas ou fora do lugar! Fatores externos e internos como alimentação errada, medicamentos, drogas como álcool e nicotina, radiações e estresse podem induzir mais facilmente as malformações ou anomalias.

No início do terceiro mês o feto, com sua aparência humana, está bem desenvolvido e vai a partir d?agora "amadurecer": suas células, tecidos e órgãos vão ter um período aproximado de 6 meses para adquirem competência funcional e formato final. Este período fetal representa a fase da histogênese ou maturação tecidual. Nesta fase fica mais difícil um fator externo ou interno interferir no processo e provocar distúrbios como anomalias ou malformações. Pode acontecer, mas é mais difícil e improvável.

O período mais perigoso para um ser em formação vai até o inicio do terceiro mês, justamente o período em que a maioria das mães não sabem que estão grávidas! Assim não se protegem e nem ao ser em gestação. O melhor para todos, em especial para os embriões, é que toda gravidez fosse planejada e assistida desde o momento da provável fecundação: teríamos menor probabilidade de crianças com distúrbios do desenvolvimento!

Em síntese: pré-embrião, embrião, feto e criança não são sinônimos. Para uma comunicação e argumentação precisa, deve-se distingui-los. Nenhuma mãe carrega uma criança no útero, apenas embrião ou feto. No colo, uma criança pode estar sobre, mas não na barriga da mãe. Sejamos precisos!