08 de julho de 2026
Bairros

Moradora reclama de ?Calçadão?

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Avaí – Há cerca de seis meses, uma moradora do Centro de Avaí (39 quilômetros de Bauru) sofre com danos em seu imóvel provocados pela água da chuva que cai da cobertura do Calçadão. Segundo ela, além de alagar seu quintal, a força da água vem causando estragos no depósito de água mineral que funciona no terreno. A empresa responsável pela obra disse que já solucionou o problema em janeiro, mas que vai enviar uma equipe de técnicos ao local para nova avaliação.

 

A residência da pensionista Benedita Pereira de Carvalho Branco, de 54 anos, fica localizada na Praça Major Gasparino de Quadros, ao lado da Câmara e do chamado “Calçadão de Avaí”. Ela conta que já procurou a prefeitura de Avaí para reclamar do problema. “Está despejando água aqui em cima da minha casa, no meu depósito. Eu reclamei já umas três vezes ou mais e ninguém toma providência”, afirma. “Eles olham e vão embora. Falam que vão tomar providência, mas nunca tomam”.

 

De acordo com Benedita, antes da construção do Calçadão, ela autorizou que a cobertura ultrapassasse uma parte do quintal de sua casa. “A gente autorizou fazer, só que não para despejar água”, diz. “Na esquina, eu tenho um depósito de água mineral que estragou tudo. Antes a água caía um pouquinho antes (do depósito). Eles vieram aqui, mexeram, e continua a mesma coisa, derramando água do mesmo jeito. Não caindo água dentro do meu quintal, no meu depósito, fica tudo certo”.

 

Em novembro do ano passado, o problema vivenciado pela pensionista foi alvo de requerimento de autoria do vereador Cícero da Silva (PT). Nele, o parlamentar solicitava ao prefeito Paulo Sérgio Rodrigues (PSDB) que a situação da pensionista fosse resolvida com “urgência”. 

 

O procurador jurídico de Avaí, José Camilo dos Santos Neto, confirma o problema. “De fato, a calha da cobertura do calçadão realmente cedeu um pouco. A empresa responsável pela obra (Simieng Comércio e Construções) foi notificada para reparar a calha que está com problema”, declara. “Se ela não tomar providências, a prefeitura vai entrar com uma ação de execução contratual em desfavor da empresa para que ela faça os reparos necessários na obra”.

 

O proprietário da Simieng, Bruno Santos Migliato, informou que, em janeiro, um calheiro da empresa foi até a residência da pensionista e solucionou o problema. “Têm algumas árvores ali do lado, caem muitas folhas e a prefeitura tem que fazer essa manutenção e, na época, não tinha sido feita. Entupiu e vazou a água”, conta. “Se teve outro problema, e se for um problema da construtora, a gente vai consertar dentro dos nossos padrões, como sempre fizemos”.Ainda ontem, segundo Migliato, o funcionário que realizou o conserto da calha em janeiro iria até o local para verificar o que está ocorrendo. Hoje, a cobertura do Calçadão será vistoriada por uma equipe de técnicos e um engenheiro da empresa.