09 de julho de 2026
Regional

Juiz aceita proposta de venda de usina

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O juiz da 18ª Vara Cível de São Paulo, Luiz Beethoven Gifoni Ferreira, concordou com as propostas de José Alberto Tavares Junqueira e de JJ Participações Ltda. para a compra da usina Agrest (antiga Sobar) de Espírito Santo do Turvo (75 quilômetros de Bauru). A decisão ocorreu após dois leilões não ter conseguido comprador. A proposta apresentada em juízo é de os empreendedores pagarem R$ 21

milhões.

 

A venda ainda não foi totalmente concretizada, porque há um prazo de no  máximo 1

dias para o síndico da massa falida da Petroforte e promotor  do processo de falência se manifestarem oficialmente.

 

Em setembro do ano passado, a destilaria foi incorporada à massa falida da Petroforte, de Ari Natalino da Silva, morto em 2

8.

 

A empresa funcionou entre junho de 2

3 até 2

11 sob a administração do Banco Rural Leasing Arrendamento Mercantil que assumiu a destilaria, depois que o grupo Petroforte não conseguiu pagar o empréstimo com aquela instituição financeira, quando adquiriu a usina da antiga família Retz.

 

Natalino faliu em 2

3 por causa de uma coleção de processos por estelionato, falsificação e sonegação de impostos, entre outras acusações. A empresa dele chegou a ser a maior distribuidora de combustível do País.

 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao decretar a falência da Petroforte  estendeu a três empresas, dentre elas a antiga Sobar,  à massa falida. Com isso a Agrest teve que encerrar as atividade em setembro do ano passado. 

 

O juiz enfatizou na sua sentença o “caos social” da cidade para decidir pela venda e da volta imediata das atividades da usina.

 

Em seu despacho, o Beethoven  relata os graves problemas com fornecedores, que ainda não receberam. “Ora, uma cidade  está parada, à espera da reativação da Usina. Sua economia está estagnada. O comércio está estagnado, famílias sofrendo, problemas sociais de desemprego e miséria se avolumando. O bem comum manda que o juízo, sem temor nem favor, decida”.

 

O juiz Beethoven ainda cita a situação que a cidade se  encontra. “O senhor prefeito municipal de Espírito Santo do Turvo, cidade dependente da Usina, toda semana comparece em juízo. Seu  desespero é patente”, diz o magistrado. 

 

Ele citou ainda que recebeu duas senhoras fornecedoras de cana-de-açúcar que  imploraram por providências. “Houve choro e momentos dramáticos”, revela. O juiz demonstrou ainda em seu texto que a massa falida só irá se  beneficiar com a decisão. Na ocasião da falência do grupo Petroforte, o proprietário Ari Natalino possuía apenas 5

% da usina. Segundo o despacho do magistrado, a massa irá receber a totalidade da empresa, além das terras e agora mais R$ 1

milhões, pois o valor calculado da empresa era de R$ 2

milhões e a proposta de compra foi de R$ 21

milhões.