A Polícia Militar Ambiental apreendeu ontem, em uma propriedade rural de Bauru, quase 5 toneladas de xaxim sem autorização para o armazenamento. Três pessoas serão investigadas pelo crime de armazenamento de produto de origem vegetal para fins comerciais sem a licença. A polícia ainda aplicou uma multa no valor de R$ 1,4 milhão aos responsáveis.
O xaxim - espécie originária da Mata Atlântica que está em extinção - apreendido foi levado ao Jardim Botânico. O comandante do 1º Pelotão de Polícia Militar Ambiental, tenente Ernani Francisco dos Santos, explica que, durante fiscalização em uma propriedade rural foram localizadas 4,9 toneladas da vegetação nativa denominada xaxim, além de vasos, filetes, pranchas e pó. As pessoas envolvidas foram encaminhadas ao 1º Distrito Policial, onde fica a Delegacia do Meio Ambiente.
O delegado Dinair José da Silva esclarece que o dono do haras onde o xaxim estava armazenado alegou que apenas guardava o material para um amigo - a polícia não informou os nomes dos envolvidos e nem da propriedade, bem como sua localização. Dinair ouviu do amigo que ele teria comprado o xaxim, há um ano, no Rio Grande do Sul. O delegado frisa que os envolvidos omitiram o nome da pessoa que forneceu o xaxim. O pai do suposto dono do xaxim também foi ouvido.
Dinair explica que o crime é de menor potencial ofensivo, portanto, ninguém foi preso. Segundo o delegado, ao fim do processo, os acusados poderão sofrer penalidades, já que a lei prevê pena de detenção de seis meses a um ano, além da multa ambiental aplicada pela PM. Ele esclarece que o xaxim deriva de uma árvore com risco de extinção na flora brasileira.
Tem que ter uma documentação que eles não tinham e que é muito difícil de obter, define o delegado. Ele registrou os fatos em um termo circunstanciado e o caso será apresentado ao Judiciário. A Polícia Científica esteve no local para produzir um laudo técnico do material apreendido.
Em janeiro deste ano, uma apreensão de dois lotes de xaxim também havia sido feita pelo Ibama em Bauru. O produto era proveniente do Estado de Santa Catarina e era transportado junto com outras mercadorias para comercialização.