09 de julho de 2026
Internacional

Argentina quer a Petrobras com 15% do seu mercado de petróleo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O ministro do Planejamento da Argentina, Julio de Vido, afirmou ontem que propôs à Petrobras o aumento de sua participação para 15% do mercado de produção, processamento de petróleo e distribuição. Atualmente, a estatal brasileira detém cerca de 8% do mercado argentino.

 

O ministro de Minas e Energia brasileiro, Edison Lobão, afirmou que o governo fará “tudo o que puder” para ampliar os investimentos no país vizinho, e que a proposta “é um bom negócio para a Petrobras”.

 

“Atenderemos ao convite da Argentina para que a Petrobras amplie sua atividade lá”, disse. O Brasil investiu US$ 5

milhões ano passado, mesma projeção para 2

12. Lobão não citou quanto que o Brasil teria que investir para cumprir a proposta argentina.

 

Questionado se não haveria risco de a Argentina colocar em risco as atividades da Petrobras, Lobão falou: “Como aconteceria esse risco, se a Argentina está pedindo para a Petrobras ampliar sua atuação?”

 

 

 

Menem votará a favor

 

O senador e ex-presidente da Argentina Carlos Menem afirmou hoje que votará a favor da estatização da petroleira YPF, que teve as ações pertencentes à espanhola Repsol expropriadas pela presidente Cristina Fernández de Kirchner na última segunda.

 

Menem foi o responsável pela privatização da empresa, em 1992, quando o governo argentino fez uma reforma no Estado para diminuir o tamanho dos gastos públicos em meio a uma crise econômica.

 

“O cenário mudou, a situação não é a mesma de quando a privatizei. Sei que vão me bater com uma barra de ferro, mas não vai ser a primeira vez”, disse Menem, em entrevista ao jornal argentino “Crónica”.

 

Para o ex-presidente, que governou a Argentina entre 1989 e 1999, a Repsol “tirou todo o lucro da YPF do país e não investia na Argentina”. Ele também diz que, apesar das críticas da Espanha, “ninguém vai parar de investir na Argentina porque um país faz valer seus direitos”.