10 de julho de 2026
Bairros

Aterro de casas destruídas recebe contenção e chuva preocupa

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Nem todas as famílias que vivem nas três residências afetadas pelo desabamento de parte de um aterro no Parque Vista Alegre, anteontem, deixaram os imóveis. O coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, comentou ontem que, apesar da situação estar sob controle, há ainda uma preocupação em caso de chuva forte.

 

Ele explicou que o trabalho de contenção com escoras e cobertura plástica para evitar infiltração da água de chuva está correto. Brito e Paulo Zago, proprietário de uma empresa que trabalha com mármore, comentaram que o local está monitorado por um engenheiro. Os fundos das casas estão sob um aterro que faz divisa com a empresa de Zago, que está em obras e fica na avenida Nuno de Assis. Na madrugada de anteontem, por volta das 2h3

, parte de duas residências desabou. A frente dos imóveis fica na quadra 2 da alameda Dama da Noite, no PVA.

 

Ninguém se feriu, mas por questões de minutos, o jovem Álvaro Augusto dos Santos, 22 anos, não foi soterrado no quarto em que dormia na residência 2-54. Seu quarto, a lavanderia e o banheiro externo do imóvel desabaram quando o aterro cedeu em direção à empresa de Zago. O jovem dormia no momento do desabamento e saiu do cômodo ao notar uma estranha rachadura na parede. Foi o tempo dele chegar na cozinha, relembra sua mãe Maria Regina Satil Santos.

 

Ontem, a família Santos contava os prejuízos e tentava reestabelecer a normalidade no imóvel comprado há cinco anos. Maria avalia, preliminarmente, que teve um prejuízo de R$ 5

mil. 

A família optou por permanecer no imóvel. No entanto, Zago disponibilizou dois quartos em hotel e uma quitinete no Jardim Brasil para a família. Os outros dois moradores da residência 2-46, vizinha de Maria, optaram por se instalar em um hotel custeado por Zago. Maria explica que não confia em deixar seus pertences na casa. Por enquanto, ela, o esposo José Benedito Santos, Álvaro e o neto Djalma, de 9 anos, estão se adaptando ao espaço reduzido.