08 de julho de 2026
Polícia

Dupla é presa após comprar carro com documento falso

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Éder Azevedo

Gilmar Corrêa Silva foi um dos presos hoje pela DIG

Dois homens receberam voz de prisão na manhã deste sábado (21), em Bauru, após comprarem um Gol zero quilômetro com documentos falsificados, segundo informações da Polícia Civil. Adquiriram o automóvel financiado numa revenda de veículos situada na rua Vereador Gomes dos Santos, na região da Vila Falcão.


No entanto, nem conseguiram pegar as chaves do carro novo. Foram cercados por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que já investigava o golpe em decorrência de apurações relativas às fraudes já desbaratadas envolvendo estacionamentos na cidade.


Por conta do trabalho anteriormente realizado, a DIG recebeu informações privilegiadas que Marcos Paulo Moreira do Santos, 30 anos, e Gilmar Corrêa Silva, 54 anos,  haviam confeccionado documento de identidade (RG) e CPF utilizando dados de José Linésio Rodrigues, morador de Ocauçu, na região de Marília. Para tanto, a dupla lançou mão da fotografia do próprio Gilmar, que já havia cumprido pela por furto de veículo e é tio de Marcos.


Com os documentos, conseguiram financiar o Gol ainda não emplacado, pois não havia qualquer pendência no nome de José Linésio Rodrigues, terceiro considerado de boa fé pelo delegado titular da DIG, Kleber Granja. De acordo com ele, a dupla acordou na revenda adiantar R$ 6 mil como entrada e pagar o restante em 48 vezes com parcelas de R$ 848,00. No total, pagariam R$ 46.704,00.


“É um financiamento vultoso. Foi aprovado porque a pesquisa não encontrou nada no nome de José Linésio. Marcos alegou ser representante comercial (de uma multinacional). Disse que usaria o carro para viajar. Assim que soubemos, posicionamentos uma equipe no local”, explica o delegado. Anteontem, esperaram a dupla deixar o local com um Gol antigo para entrar no estabelecimento e fazer o alerta.


O automóvel seria retirado ontem pela manhã, pois o comércio abriu as portas no Feriado de Tiradentes . Por volta das 11h, os acusados chegaram para pegar as chaves. No entanto, por protocolo de segurança, as revendas agora exigem a apresentação do RG original. Ambos, então, alegaram iriam buscá-lo.


Deixaram R$ 800,00 para quitar taxas e emplacamento. Quando saíam do estabelecimento, após a compra concluída, foram flagrados e receberam voz de prisão. Inicialmente, Gilmar alegou ser José Linésio, mas como já fora fichado pela DIG, os policiais pronunciaram seu nome correto.


Ele, então, admitiu ser Gilmar mesmo, confessou estar no esquema e até se desculpou, explica Granja. Já Marcos confirmou ter ele mesmo confeccionado os documentos falsos tomando por base seus próprios documentos. Ele já havia cumprido pena por roubo qualificado, explica o delegado. “A revenda adotou todo o protocolo de segurança. Mas para reverter a liberação do crédito e rescindir o contrato, a revenda pagará R$ 3 mil. Ela e o banco são vítimas solidárias”, acrescenta Granja.


Para o delegado, não há dúvidas de que o golpe seria praticado só pelos dois. Não há indícios de que tenha havido, por exemplo, facilitação por parte de funcionários do estabelecimento. Segundo Granja, a dupla pagou fiança e responderá o caso em liberdade.