08 de julho de 2026
Polícia

Sentença considera tiro por acidente e absolve acusado

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Marcos Rogério Viana teve a acusação de tentativa de homicídio desclassificada na última quarta-feira pelo Tribunal do Júri em Bauru. Inicialmente, Marcos foi a julgamento pela acusação de tentativa de homicídio qualificado, por ter o agravante de motivação torpe e em razão da dificuldade de defesa da vítima. Em caso de condenação, o advogado de defesa Carlos Alberto dos Rios estima que seu cliente poderia cumprir uma pena de 12 a 30 anos, com redução por se tratar de uma tentativa.


No entanto, os sete jurados do Tribunal do Júri aceitaram a tese da defesa do réu de que o tiro foi acidental. Desta maneira, a acusação inicial, de tentativa de homicídio qualificado, foi desclassificada. Rios explica que a acusação agora passou a ser lesão corporal culposa. O advogado de defesa acrescenta que o magistrado que presidiu o Tribunal do Júri, o juiz Benedito Antonio Okuno, concedeu prazo de seis meses para que a esposa apresente uma representação contra o marido por lesão  corporal culposa.


Em maio de 2007, a versão era de que Viana estava indo com sua esposa Elaine Natália Lino e o sogro de Bauru para Lençóis Paulista. Rios conta que, na altura do quilômetro 335 da rodovia Marechal Rondon, a mulher teria descido para fazer necessidades quando foi atingida por um tiro disparado por um garupa em uma motocicleta. O advogado comenta que a história dava conta que o disparo seria para atingir Viana devido a um acerto de contas.


Rios comenta que essa foi a versão registrada. Passados três meses, o casal teria brigado em Lençóis e a mulher registrou a queixa de ameaça contra o marido. Segundo Rios, em seu depoimento Elaine teria apresentado uma nova versão para o ferimento sofrido em maio. “Disse que o tiro ocorreu dentro da casa dela em uma discussão entre ele e ela. Dentro do quarto ele deu um tiro nela. O pai dela estava lá e a socorreu para o Pronto Socorro Municipal”, explica o advogado, a outra versão que incriminaria Marcos. Ainda segundo Rios, a história de tiro de motoqueiro teria sido inventada.


Rebatendo a versão da esposa, Marcos garante que o tiro foi acidental. Rios acrescenta que a motivação para a discussão do casal surgiu quando o marido solicitou que a mulher carregasse sua arma na calcinha, porque ele havia saído do sistema prisional recentemente e não poderia ser flagrado armado. “Ela fala que disparou um tiro nela durante a discussão”, explica o advogado.