08 de julho de 2026
Geral

Sustentabilidade ao alcance de todos

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Sustentabilidade aqui e agora. Este tem sido o lema defendido nas palestras de Samyra Crespo, secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. A ideia de que é preciso olhar e valorizar os passos já dados e seguir em frente engloba também as mudanças de hábitos e atitudes que podem ser compartilhados por todos.


Em palestra realizada e divulgada pelo Café Filosófico, evento da CPFL Cultura (www.cpflcultura.com.br), Crespo aponta que, a princípio, a sustentabilidade é vista como uma grande mesa de decisões tomadas por autoridades para salvar o planeta, quando, ao seu modo de ver, o tema deve ser pensado a partir dos indivíduos e comunidade.


“Não é que não haja importância nos grandes núcleos, é claro que há, mas é preciso trazer o tema para o dia a dia e mostrar que é possível pensá-lo hoje, aqui e agora. E isso deve ser efetivo já na infância, com ensinamentos e bons exemplos sobre o consumo consciente e o comportamento ético”, afirma.


   

Negativismo


Segundo a secretária, olhar negativamente para a questão da sustentabilidade é admiti-la como um projeto futuro onde, diariamente, é feita uma lista para mostrar o quanto a sociedade é insustentável. “É como um muro de lamentações. Olhando assim, vamos ver o quanto estamos à beira do abismo”.


Falar do copo que está meio cheio é a proposta de Crespo, que acredita que a sociedade deve se espelhar no caminho já percorrido, mesmo que seja curto. Na palestra, ela ainda enfatiza que escolheu o lado luminoso, porque acredita que o “ecoterrorismo” não é mobilizador, e sim paralisante.


“Quando você diz que tudo está terrível e faz previsões catastróficas, você paralisa as ações. E outra coisa, como podemos dizer para as crianças e jovens que está tudo estragado e perdido? Precisamos falar sobre os planos já colocados em prática e que já fazem a diferença”.



Sociedade em crise


Segundo Crespo, não existe nenhuma sociedade sustentável a ponto de servir de exemplo como um passo a passo. Ela ainda esclarece que não é somente o meio ambiente que está em crise, mas sim a civilização. Isso é evidenciado, segundo ela, entre outros pontos, pela não existência de garantias de felicidade.


“As pessoas estão adoecendo com doenças oportunistas, depressão, estresse... Uma sociedade que produz esse tipo de doenças não está cumprindo a sua promessa de felicidade. A baixa autoestima, por exemplo, aparece quando não vemos nosso sentido como seres humanos”.