A sustentabilidade engloba questões econômicas, ambientais, sociais, culturais e éticas. E para a bióloga e voluntária do Instituto Vidágua, Tamara Quinteiro, a situação ainda é pouco eficiente, principalmente porque as pessoas não sabem que as ações sustentáveis contribuem para o bem estar social, cultural e econômico.
“Quando a pessoa economiza energia, água, separa seus resíduos, diminui a utilização de embalagens plásticas e as reutiliza, anda mais a pé ou de bicicleta... Ela se insere em uma teia enorme de conexões que melhoraram a qualidade de vida da população e do País”, afirma.
A reciclagem, por exemplo, reduz a retirada desenfreada de recursos. Com isso é possível economizar dinheiro, gerar renda para a população local, prolongar a vida útil do aterro sanitário, contribuir com a limpeza do ar e dos recursos hídricos, entre inúmeros outros benefícios.
“E tudo isso deve começar no nosso cotidiano com dicas simples como desligar os aparelhos da tomada quando não estiver usando, usar a água de forma consciente, lavar menos o quintal de casa e o carro...”, enumera a ambientalista.
Cerrado
De acordo com Tamara, a maior e melhor ação preventiva que pode causar impacto positivo no cotidiano do bauruense é a preservação das riquezas das matas de cerrado existentes na cidade. “Dessa forma, estamos preservando uma cadeia ecológica de grande importância para a manutenção da vida”.
Entre outros problemas de Bauru, o que também faz muita falta, segundo a ambientalista, é a arborização urbana. “Além de nosso lar, precisamos motivar nosso local de trabalho a fazer um plano de sustentabilidade desde sua produção até seu fornecimento. E mais tarde veremos que essas ações já estão incorporadas em nosso cotidiano e não teremos mais trabalho para realizar, mas sim prazer”, finaliza.
“Com as mãos no verde”
A moda é falar em ecologia e sustentabilidade. Mas sustentabilidade vai além de pregar a preservação da natureza. Sustentabilidade também quer dizer fazer a sua parte.
Pensando na prática da questão, o empresário Gregório Rodrigues Gomes adota a Praça do Líbano há mais de 10 anos: “Além de ter minha lanchonete na rua, eu cresci na localidade e ver o estado de abandono da praça, usada como ponto de drogas e prostituição, deixava-me muito triste”, lembra.
Fonte, iluminação, novas plantas, irrigação, pintura e até um jardineiro diariamente. A praça ganhou tudo isso e muito mais: a admiração de quem por lá passa. “Nossos clientes gostaram muito da reforma e usam a praça lanchar”, diz Juliana Santana, esposa de Gregório.
Segundo o casal, os frutos desse trabalho estão em fazer alguma coisa para melhorar a cidade e ver a beleza de volta ao lugar: “Inclusive os próprios clientes nos dão dicas para incrementar o ambiente. Para ficar ainda melhor, estamos pensando em colocar um playground para as crianças”, conta Gregório.