09 de julho de 2026
Internacional

Extrema direita preocupa, dizem líderes europeus

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Paris - Com a votação surpreendente de Marine Le Pen, ontem, líderes europeus demonstraram receio a respeito  do crescimento da extrema direita no continente.

 

O resultado no pleito francês foi histórico, e confirma uma tendência já apontada em diversos países da região.

 

Angela Merkel, chanceler (premiê) da Alemanha, considera que  a ascensão da extrema direita é “preocupante”, segundo disse hoje porta-voz do governo.

 

Mesmo termo, “preocupante”, foi utilizado ontem por José Manuel García-Margallo, ministro espanhol das Relações Exteriores, para quem o crescimento dos movimentos extremos na Europa é uma “péssima notícia para qualquer democrata”.

 

Comentários afins foram repetidos em Luxemburgo, onde se reuniam ontem diversos ministros europeus das Relações Exteriores.

 

Para Didier Reynders, ministro belga, a “ascensão da extrema direita, seja na Bélgica, na França ou em outro lugar, é sempre um motivo de inquietude na Europa”.

 

 

 

Culpa

 

Já Jean Asselborn, de Luxemburgo, sugeriu que parte da responsabilidade pelo crescimento da extrema direita é de Nicolas Sarkozy, atual presidente da França. 

 

“Se eu fosse presidente, me perguntaria por que um francês a cada cinco votou na Frente Nacional (de Le Pen).”

 

Sarkozy é criticado por, por exemplo, ter usado a questão das fronteiras europeias como tema para sua campanha, afirmando que são porosas demais -e propondo, inclusive, mudanças no tratado de Schengen, que estabelece a livre circulação entre países.

 

“Se é repetido em todos os dias que é preciso mudar Schengen, que é preciso ter uma política de imigração forte, (...) isso significa alimentar a Frente Nacional”, disse o socialista Asselborn.

 

Villy Sovndal, ministro dinamarquês e também socialista, usou também o hoje recorrente termo “preocupante” para o pleito francês.

 

“Estou nervoso por esse sentimento que vemos contra as sociedades abertas, contra uma Europa aberta.”

 

A extrema direita tem hoje bastante força em países como Suécia, Áustria, Finlândia, Dinamarca, Suíça e Hungria.