10 de julho de 2026
Internacional

Ministro do Planejamento argentino tenta atrair petrolíferas estrangeiras

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Buenos Aires - O ministro do Planejamento da Argentina, Julio De Vido, se reúne nesta semana com os executivos das empresas petroleiras internacionais Exxon, Chevron e Apache.

 

A ideia é atrair investimentos para a YPF pós-expropriação. O governo argentino espera aprovar na quarta no Senado lei que nacionaliza 51% das ações da empresa pertencentes à Repsol. 

 

Segundo cálculos de analistas ouvidos pela reportagem, seriam necessários investimentos entre US$ 6 bilhões (R$ 11,2 bilhões) e US$ 1

bilhões  (R$ 18,7 bilhões) por ano para que a petroleira produzisse o suficiente para evitar que o país tenha de importar petróleo nos próximos anos.

 

Na Espanha, o chanceler José Manuel García Margallo disse que gostaria que o conflito com a Argentina, iniciado com o anúncio da nacionalização e a intervenção na empresa, na semana passada, terminasse de forma amistosa. 

 

Margallo indicou que a indenização a ser paga para a Repsol deveria ser negociada e não imposta por um tribunal argentino, como quer a presidente Cristina Kirchner.

 

O chanceler, ainda, sugeriu que as negociações de um tratado de livre comércio entre Mercosul e União Europeia poderiam seguir sem a participação da Argentina.