08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

FUTURE

 

 

Mesmo faltando ainda dez dias para o encerramento das inscrições do torneio “Future” (profissional), que acontecerá no Bauru Tênis Clube, a partir do dia 19 de maio, o número de inscritos já passa de 6

. Na chave principal participam 32 jogadores, sendo que os 24 melhores ranqueados entram direto, outros quatro como convidados dos organizadores, enquanto os demais devem jogar o qualifying, onde se classificam os últimos quatro. Em razão de, em 2

12, o número de torneios “Future” no Brasil não ser tão grande, tirando os jogadores brasileiros que disputam grandes torneios, os demais devem vir a Bauru.

 

 

 

BAURUENSES

 

No Campeonato Paulista  Adultos/Seniors-1ª Etapa, iniciado no último final de semana na “Slice” Academia de Tênis, dois bauruenses se classificaram para as  finais: na categoria 45MA Paulo Abelha (Caju) enfrenta na final o paulistano Constantino Cury. Carlos Salzedas (Carlão) depois de três difíceis jogos também está na final, na categoria 55 MB. Seu adversário será também um paulistano, José Peterlini.  As finais não foram realizadas em razão das chuvas e devem acontecer no próximo final de semana.  

 

 

 

BELLUCCI

 

Depois das boas vitórias conquistadas pelo brasileiro Thomaz Bellucci, em Monte Carlo, na semana passada, quando venceu duas partidas, uma delas sobre o espanhol David Ferrer, atual 5º do mundo, foi noticiado que Bellucci não mais participaria do ATP 5

de Barcelona (em andamento) em razão de uma contusão no abdome. Caso se recupere em tempo hábil, na próxima semana, o brasileiro disputa o ATP de Munique (ALE) e na semana seguinte o Masters 1

de Madri, onde, no ano passado chegou até as semifinais, conquistando 36

pontos no ranking. Quem assistiu à vitória de Bellucci sobre Ferrer, notou que o brasileiro tem potencial, e “bola”, para enfrentar de igual para igual os melhores do mundo; só lhe falta manter certa consistência.

 

 

 

NADAL

 

Depois de sete derrotas consecutivas para o atual número 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic, sendo três delas em final de Grand Slam (Austrália, Wimbledon e US Open) no último domingo o espanhol Rafael Nadal o venceu na final do Masters 1

de Monte Carlo e agora é o recordista em títulos de Masters 1

, com 2

vitórias, sendo oito deles conquistados em Monte Carlo e de forma consecutiva. O placar do jogo no domingo foi de 6/3 e 6/1.

 

 

 

DJOKOV

 

Mesmo perdendo em Monte Carlo, o sérvio Novak Djokovic  atingiu 43 semanas como número 1 do mundo e iguala o brasileiro Gustavo Kuerten (Guga) em semanas no topo do ranking. Agora é o 12º tenista a ficar mais tempo como número 1. Com 286 semanas, o americano Pete Sampras é o tenista que mais tempo liderou o ranking, seguido pelo suíço Roger Federer com 285 semanas.

 

 

 

COR DA QUADRA

 

As opiniões contrárias sobre a troca da cor do piso do Masters 1

de Madri, de saibro vermelho (tradicional) para saibro de cor azul, vêm ganhando peso. Depois do espanhol Rafael Nadal (número 2 do mundo) ter reclamado, agora também o sérvio Novak Djokovic (número 1 do mundo) diz ser contra a mudança da cor vermelha para azul. Segundo Djokovic, apenas o presidente da ATP concordou com isso, ninguém mais, e o fez sem levar em conta a opinião dos jogadores. A troca da cor do piso da quadra foi ideia do proprietário do torneio, o ex-tenista romeno Ion Tiriac, com a finalidade de melhorar a visão do jogo para quem assiste pela televisão. Vale a pena conferir.

 

 

 

OPINIÃO

 

Na opinião do britânico Andy Murray, hoje, dificilmente, jogadores com pouca idade alcançam lugar de destaque no ranking. Segundo Murray, os jogadores que estão entre os 1

primeiros do ranking estão na faixa entre 25 a 3

anos. Isso acontece porque o tênis atual é muito exigente e requer também “cabeça” e não apenas físico. Segundo Murray, Nadal ganhava partidas em grandes torneios quando tinha apenas 15 anos, e ele fazia isso porque era diferenciado dos demais, assim como o suíço Roger Federer. Hoje, isso seria algo difícil de acontecer. Na opinião de Murray, jogadores como Nadal e Federer vão demorar a aparecer.  

 

 

 

DICA

 

Entre tenistas profissionais, nem tanto, pois se movem muito rápido, mas entre tenistas amadores (do clube), sacar bem na direção do corpo do adversário costuma dar bons resultados. Sacar um pouco mais forte, chapado ou, com efeito, na direção do corpo do adversário, os impede ou dificulta a saírem com tempo para um dos lados (esquerda ou direita) para devolver bem a bola. Ao sacar no corpo do adversário, você estará sacando onde é de mais fácil acerto, pois é onde a rede é mais baixa. Além de sua difícil devolução, o adversário, pelo fato de ter que devolver a bola que veio na direção do corpo, na maioria das vezes não conseguirá uma devolução angulada.  

 

 

CURIOSIDADE

 

Mesmo depois do oitavo título de Rafael Nadal em Monte Carlo e outros seis em Roland Garros, todos em quadras de saibro, algumas pessoas têm questionado sobre quem seria o melhor da história nesse tipo de quadra: se Nadal ou o sueco Bjorn Borg? O sueco Borg também venceu em Roland Garros por seis vezes e não se manifesta sobre a questão. Nadal diz que seu tio comenta que, quando Borg entrava em quadra, todos sentiam que ele era invencível. Sendo assim, segundo Nadal, Borg, provavelmente é o melhor da história, porque ele, Nadal, não se sente invencível, mesmo quando jogando em quadras de saibro. Particularmente, assisti de perto, inúmeras vezes, Borg em quadras de saibro e me parecia que  era, de fato, imbatível nesse piso, mas mesmo tendo assistido Nadal apenas pela TV, sinto a mesma coisa, só que Nadal ainda está em atividade e caso não se contunda, deve ganhar Roland Garros novamente nesse ano, chegando ao sétimo título no torneio e talvez outros mais.