09 de julho de 2026
Internacional

Síria: violência continua inaceitável

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Beirute - A Síria não cumpriu com a promessa de retirar seu armamento pesado de centros urbanos, e as cidades onde os cidadãos se reuniram com os monitores da trégua da ONU podem ter sido atacadas, disse o mediador internacional Kofi Annan ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas ontem. 

 

Já que a violência aumentou em Damasco, capital síria, Annan disse ao conselho de 15 nações que “precisamos de olhos e ouvidos no terreno, possibilidade de se mover livremente e rapidamente” para vigiar o cessar-fogo irregular. Mas o chefe de manutenção da paz da ONU disse que o desarmamento estava acontecendo muito devagar.

 

Annan deixou claro que as forças sírias não retiraram os armamentos pesados dos centros urbanos e retornaram aos quartéis, como são obrigados sob um plano de paz de seis pontos que ele elaborou.

 

“A situação na Síria continua sendo inaceitável. As autoridades da Síria devem implementar seus compromissos completamente, e o fim da violência em todas as formas deve ser respeitado por todas as partes”, disse Annan, de acordo com transcrições de sua declaração.

 

Ele sugeriu que o governo sírio estava alvejando pessoas em áreas onde monitores se reuniram com civis. Ele notou que estava “particularmente alarmado por relatos de que tropas do governo entraram em Hama anteontem após a partida dos observadores, disparando com armas automáticas e matando um número significativo de pessoas.”

 

“Se confirmado, isso é totalmente inaceitável e condenável”, disse Annan. “Dois observadores foram estacionados em Hama hoje (ontem)”.

 

Ativistas disseram que 31 pessoas foram mortas em bombardeamentos e tiroteios em Hama, reduto da revolta contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, imediatamente depois da visita de uma missão de monitoramento.

 

Três agentes sírios foram mortos ontem na capital, Damasco, disseram fontes da oposição, e um canal governista de TV noticiou que pelo menos três pessoas ficaram feridas na explosão de um carro-bomba na cidade, em novos reveses para a precária trégua monitorada pela ONU no país.