Maceió - O delegado da Polícia Civil Haroldo Lucca Gonçales e mais três pessoas foram presas na manhã de ontem sob suspeita de envolvimento no desaparecimento de parte dos R$ 4 milhões em cheques e dinheiro apreendidos durante a Operação Espectro, deflagrada em março pela Polícia Civil de Alagoas.
O montante estava na Delegacia de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública, que fica no centro de Maceió, e era parte do inquérito que apura o desvio de mais de R$ 3
milhões do sistema prisional de Alagoas.
Entre os suspeitos de participação no desvio está o general da reserva do Exército Edson Sá Rocha, ex-secretário de Defesa Social de Alagoas e ex-comandante da PM alagoana.
De acordo com a polícia, com a prisão do delegado o desaparecimento de R$ 1 milhão em cheques e dinheiro está praticamente esclarecido. As investigações estão sendo conduzidas pela Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic).
O presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas (Adepol-AL), Antônio Carlos Lessa, esteve ontem com Gonçales na Casa de Custódia, onde o suspeito está preso, e disse que o colega alega inocência. “Já colocamos todo o nosso corpo jurídico à disposição dele e vamos esperar a conclusão das investigações para nos pronunciarmos oficialmente. Na nossa conversa, ele garantiu que é inocente”, afirmou o presidente da Adepol.
Gonçales foi afastado das funções pelo comando da Polícia Civil de Alagoas até a conclusão da sindicância que apura o sumiço do montante.