08 de julho de 2026
Nacional

Trecho com ?armadilha? matou jovens

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Vitória - A polícia resgatou na madrugada de ontem os corpos dos cinco jovens que desapareceram durante uma viagem do Espírito Santo até a Bahia. O carro em que os universitários estavam foi localizado anteontem sob uma ponte que passa pelo rio Mucuri, na Bahia.

 

O delegado da Polícia Civil da Bahia responsável pelas investigações, Marcos Vinícius Almeida Costa, disse que a morte dos cinco jovens ocorreu após um acidente seguido de capotamento e, provavelmente, afogamento. 

 

Segundo ele, a polícia não identificou marcas de frenagem no asfalto que indicassem uma tentativa do motorista de parar o carro. O velocímetro do Fiat Punto em que os cinco estavam marcava 22

quilômetros por hora, disse Costa. “Como o grupo estava viajando durante a noite, por volta das 22h, o condutor, não teria visto a curva e passado reto”, afirmou.

 

O laudo da perícia vai determinar se houve ou não afogamento. A polícia aponta ainda que o acidente teria ocorrido na sexta-feira, mesmo dia em que saíram de São Mateus (ES).

 

Os amigos Izadora Ribeiro, 21 anos, Rosaflor Oliveira, 24 anos, Amanda Oliveira, 22 anos, Marllonn Amaral, 21 anos, e André Galão, 28 anos, saíram do litoral norte capixaba com direção a Prado (BA) para comemorar o aniversário da mãe de Izadora no fim de semana.

 

Os corpos foram liberados do Instituto Médico Legal no início da tarde de ontem. As famílias não quiseram divulgar os locais dos enterros.

 

 

 

‘Armadilhas’

 

O trecho da BR-1

1 no sul da Bahia guarda “armadilhas” para os motoristas que trafegam pela região. Asfalto em bom estado, longas retas e movimento baixo, em especial à noite - período no qual ocorreu o acidente que vitimou os cinco universitários -, passam a impressão de viagem tranquila a parte dos motoristas.

 

Muitos costumam aproveitar as condições para desenvolver velocidades acima das permitidas (de até 11

km/h em alguns trechos da estrada). As longas retas, porém, são intercaladas por curvas acentuadas, algumas sem sinalização. Boa parte das curvas na área surge em sequência e em pares, em forma de “S”, em que o motorista precisa alterar a trajetória do veículo duas vezes em seguida.

 

Em alguns casos, como no do acidente com os estudantes, a curva dupla é realizada em declive, o que diminui a eficiência do sistema de freios do carro.