08 de julho de 2026
Regional

Vítima da ditadura morta no Doi-Codi nasceu em Pirajuí


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O Ministério Público Federal denunciou anteontem à Justiça Federal em São Paulo o ex-comandante do DOI-Codi, coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, e o delegado da Polícia Civil de São Paulo Dirceu Gravina pelo crime de sequestro qualificado do bancário e líder sindical Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, preso ilegalmente por agentes a serviço do governo federal em maio de 1971.

 

Palhano nasceu em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) em setembro de 1922, foi presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, presidente da Confederação Nacional dos Bancários e vice-Presidente da antiga Central Geral dos Trabalhadores (CGT). O corpo de Palhano até hoje não foi encontrado. Com base em testemunhas, o líder sindical morreu após sofreu torturas.

 

Com o golpe de 1964, Palhano teve os direitos políticos cassados pelo Ato Institucional nº 1 e foi exonerado do cargo que ocupava no Banco do Brasil em outubro daquele ano. No Brasil, Palhano ligou-se à Vanguarda Popular Revolucionária, grupo liderado pelo militar Carlos Lamarca e que tinha poucos militantes em São Paulo, já que a maioria estava presa ou morta àquela altura.

 

Em 6 de maio de 1971, Palhano foi preso pela repressão em São Paulo, onde teria sido torturado e morto.

 

Os procuradores da República responsabilizam o delegado Dirceu Gravina e o militar Carlos Alberto Brilhante Ustra pelo desaparecimento do ex-militante político.