09 de julho de 2026
Polícia

Homem é morto com mais de 20 tiros ao chegar no trabalho


| Tempo de leitura: 2 min

A quantidade de projéteis espalhados pelo chão impressionava. Este foi o saldo de um homicídio ocorrido na manhã de ontem no bairro Nova Esperança. Além do número de tiros, André Luiz Leite, 35 anos, foi alvejado por armas de três calibres diferentes, o que preocupa a polícia. A vítima já tinha passagens criminais.

 

Quando foi morto, André, conhecido como “Soneca”, chegava para trabalhar em uma oficina localizada na travessa Airo de Martino. As testemunhas relataram que, por volta das 7h3

, a vítima, moradora do Parque Jaraguá, estacionou seu veículo na oficina, onde exercia  serviços de pintura e soldagem há aproximadamente um ano. 

 

Entretanto, antes de chegar ao portão do estabelecimento, três homens vieram pela rua Waldemar G. Ferreira e começaram a efetuar os disparos. Assustados, os colegas de trabalho de André correram no sentido oposto da via, enquanto a vítima fugiu para a rua Sargento José Mendes Leal. 

 

Sem conseguir correr o suficiente, André foi atingido por muitos disparos e caiu na calçada de uma residência. Apesar de a fachada da casa possuir duas câmeras de segurança, o proprietário afirmou posteriormente aos policiais que elas estavam desligadas no momento do crime.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar foram acionados pelos moradores, porém, o homem já estava morto. A versão das testemunhas de que três homens participaram do assassinato foi confirmada pelo comandante da 1ª Companhia da PM de Bauru, capitão Paulo César Valentim. “A polícia foi informada que alguns homens, após efetuarem os disparos, fugiram em um carro Palio cinza e em uma motocicleta, mas as placas dos veículos não foram anotadas pelas pessoas que estavam presentes na rua”, explica.

 

De acordo com o titular da Delegacia de Investigações Gerais, Kleber Granja, a principal linha de investigação da polícia é uma possível revanche. “A vítima pode estar ligada a um crime hediondo recente em Bauru. Não é algo comprovado, mas, acreditamos que seja vingança”, aponta o delegado, sem revelar qual seria este crime.

 

André tinha passagens pela polícia desde 1994 e cumpriu condenações por duas tentativas de homicídio, roubo, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Ele estava em liberdade desde o ano passado. “Precisamos trabalhar rápido. Se for confirmada a hipótese de vingança, outros crimes podem ocorrer. Precisamos evitar uma ‘guerra urbana’”, diz. Outra preocupação é em relação a modo como foi assassinado. “Além da grande quantidade de disparos, havia cápsulas de nove milímetros e calibres 4

e 45. Todas são armas restritas e de grosso calibre. Isso preocupa muito.”