08 de julho de 2026
Pesca & Lazer

História de Pescador


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Pescaria da "barrigada"

Foi em meados do ano de 1997, que um seleto grupo de pescadores de Bauru, mais precisamente oito, e onde eu me incluía, convidado que fui para cuidar do "rango" da rapaziada durante a nossa estada no belo rancho de um deles, que ficava próximo à estação de Salobra, ao lado da vistosa ponte metálica da Estrada de Ferro Noroeste, que tem seu ponto final na bonita cidade de Corumbá, hoje no Mato Grosso do Sul, que a história aconteceu. Por razões de não ferir suscetibilidades, os nomes da turma serão omitidos e alcunharei cada um da seguinte forma: Cacunda, Zóinho, Zé da Paia, Pé de Cana, Belezeira (todos aposentados do saudoso Banespa) e o peso pesado Gabiru, com os seus quase 100 quilos de massa corpórea, que foi o protagonista principal desta hilariante e mal cheirosa pescaria.

O pantanal Matogrossense emprestou o seu maravilhoso cenário natural, onde as garças, tuiuiús, jacarés e capivaras atuaram como coadjuvantes, além, é claro, de um robusto caititu ou porco do mato, como queiram, que desencadeou a tragédia durante uma "barrigada" (dor de barriga) do nosso amigo Gabiru.

Subimos o rio Salobrinha em dois barcos e apoitamos alguns quilômetros acima do rancho onde estávamos alojados. O rio, naquela época, estava baixo e era muito piscoso. Fomos fisgando pequenos pacus prata, piaparas, piraputangas e até cacharas de pequeno porte, soltos que eram depois de uma gostosa "briga".

Em dado momento, o Gabiru, que não andava lá muito bem dos "intestinos", correu para dentro do mato fazer o que eu não preciso descrever. Baixou as calças, postou-se de cócoras e suspirou aliviado. Antes que ele pudesse se por em pé, surgiu na sua frente um enorme caititu, com suas presas imensas e ameaçadoras, que lhe deu o maior susto, que o fez cair sentado na sua "barrigada", que, por sinal, era deveras "substanciosa".

Quando ele conseguiu chegar na beira do rio, teve pescador que chegou a "urinar" nas calças de tanto rir.

O Gabiru proferia palavrões impossíveis de serem aqui mencionados. O difícil era tirar o cheiro com apenas a água do rio.

Na volta ao rancho, o que se deu logo após o acontecido, ninguém queria ficar perto do Gabiru que foi para o "leme" do barco enquanto os outros se acotovelavam na "proa", tentando fugir da "inhaca" que exalava do coitado.

Já no rancho, num banho de quase uma hora e depois de consumir um sabonete "Vale Quanto Pesa", ele conseguiu, afinal, se livrar do incômodo cheiro. Quem tiver dúvida quanto à veracidade desta narrativa, que procure o resto da turma, pois o Gabiru vai negar de pé junto o acontecido. Um "piscoso" abraço aos leitores do JC: O Melhor Jornal do Nosso Mundo.

Irineu Luzia Fernandes