Igaraçu do Tietê – Mesmo após nova reunião entre prefeitura de Igaraçu do Tietê (71 quilômetros de Bauru) e Hospital e Maternidade São José, a definição sobre a prestação do serviço de urgência e emergência à população do município permanece indefinida. O JC apurou que a Administração teria aceitado pagar R$ 97 mil por mês ao hospital para ajudar a manter o Pronto-Socorro (PS). Porém, a unidade teria pedido R$ 1
5 mil, o que adiou o acordo.
A prefeitura confirma a indefinição e afirma que até a próxima quarta-feira, dia 2, a situação deverá estar resolvida. De acordo com o Executivo, apesar do impasse em relação ao valor que será repassado mensalmente à unidade, as pessoas que necessitam de atendimento de urgência e emergência estão sendo atendidas normalmente pelo PS de Barra Bonita.
Conforme vem sendo divulgado pelo JC, a falta de repasses mensais por parte de Igaraçu do Tietê ao PS do São José fez com que, em fevereiro, o hospital anunciasse a suspensão dos serviços a partir do último dia 23. A unidade atende também a população de Barra Bonita, cidade responsável por repasse de R$ 245 mil por mês, incluindo a subvenção.
Segundo levantamento feito pela direção do São José, os moradores de Igaraçu respondem por aproximadamente 35% dos atendimentos do PS. Os 65% restantes são direcionados a pacientes de Barra Bonita. Liminar concedida pela Justiça em ação civil ajuizada pelo Ministério Público (MP) determinou que Igaraçu efetuasse repasse de R$ 97,9 mil.
Em janeiro deste ano, o depósito chegou a ser feito, mas a prefeitura ingressou com agravo de instrumento no Tribunal de Justiça (TJ) e a liminar foi suspensa no início de fevereiro. Em março, o município chegou a anunciar a assinatura de contrato emergencial com o Hospital e Maternidade São Camilo para instalação de Pronto-Atendimento (PA) no local.
O valor repassado à unidade seria de R$ 7
mil por mês. Porém, o acordo teve que ser suspenso. O JC apurou que o contrato, válido por seis meses, teria sido considerado ilegal pela Promotoria de Justiça. Além disso, a unidade não teria conseguido as licenças necessárias para manter o Pronto-Atendimento.